- A Coreia do Norte ampliou a aplicação da pena de morte, incluindo execuções por consumo de mídia estrangeira, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU).
- Desde dois mil e quinze, o país tem implementado leis que aumentam o uso da pena capital, especialmente para crimes relacionados ao tráfico de drogas e à propaganda contra o Estado.
- A repressão se intensificou a partir de dois mil e dezoito, resultando em várias execuções públicas após julgamentos sem imparcialidade.
- A insegurança alimentar é grave, com mais de quarenta por cento da população desnutrida, devido à produção insuficiente e sanções internacionais.
- O isolamento internacional da Coreia do Norte é extremo, com restrições severas ao fluxo de pessoas e viagens internas, apesar de tentativas do regime de projetar uma imagem de abertura.
Coreia do Norte amplia pena de morte e intensifica repressão
Um relatório da ONU revela que a Coreia do Norte ampliou significativamente a aplicação da pena de morte sob o regime de Kim Jong-un. O documento, publicado na última sexta-feira, destaca que execuções têm ocorrido até mesmo por crimes como o consumo de mídia estrangeira.
Desde 2015, o país implementou diversas leis que aumentam o uso da pena capital, incluindo punições para crimes relacionados ao tráfico de drogas e à propaganda contra o Estado. A repressão se intensificou a partir de 2018, resultando em várias execuções públicas, frequentemente realizadas após julgamentos sem imparcialidade.
A vigilância sobre a população é extrema. Os cidadãos são obrigados a participar de sessões semanais de autocrítica, que visam o controle coletivo e o adoctrinamento. O acesso à internet é quase inexistente, restrito a uma intranet nacional controlada pelo governo, e a busca por qualquer material estrangeiro é uma prioridade do regime.
Insegurança alimentar e isolamento
O relatório também aponta para uma grave insegurança alimentar no país, com mais de 40% da população desnutrida. A produção nacional insuficiente, somada a desastres naturais e sanções internacionais, agrava a situação. Para muitos, comer três vezes ao dia é um luxo.
Além disso, a Coreia do Norte enfrenta um isolamento internacional sem precedentes. O fluxo de pessoas que entram e saem do país foi severamente restringido, e até mesmo viagens internas exigem permissões especiais, frequentemente obtidas por meio de corrupção.
Apesar do cenário sombrio, Kim Jong-un tem tentado projetar uma imagem de abertura ao mundo. Recentemente, participou de um desfile militar na China, onde se encontrou com líderes como Xi Jinping e Vladimir Putin. Contudo, o relatório enfatiza que, embora haja um aumento nas trocas comerciais com alguns países, a Coreia do Norte permanece mais isolada do que nunca.
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