Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Coreia do Norte aumenta penas de morte por consumo de conteúdo estrangeiro

Coreia do Norte intensifica a repressão e amplia a pena de morte, incluindo execuções por consumo de mídia estrangeira.

Líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, durante o 77º aniversário da fundação do país, em Pyongyang (Foto: Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Coreia do Norte ampliou a aplicação da pena de morte, incluindo execuções por consumo de mídia estrangeira, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU).
  • Desde dois mil e quinze, o país tem implementado leis que aumentam o uso da pena capital, especialmente para crimes relacionados ao tráfico de drogas e à propaganda contra o Estado.
  • A repressão se intensificou a partir de dois mil e dezoito, resultando em várias execuções públicas após julgamentos sem imparcialidade.
  • A insegurança alimentar é grave, com mais de quarenta por cento da população desnutrida, devido à produção insuficiente e sanções internacionais.
  • O isolamento internacional da Coreia do Norte é extremo, com restrições severas ao fluxo de pessoas e viagens internas, apesar de tentativas do regime de projetar uma imagem de abertura.

Coreia do Norte amplia pena de morte e intensifica repressão

Um relatório da ONU revela que a Coreia do Norte ampliou significativamente a aplicação da pena de morte sob o regime de Kim Jong-un. O documento, publicado na última sexta-feira, destaca que execuções têm ocorrido até mesmo por crimes como o consumo de mídia estrangeira.

Desde 2015, o país implementou diversas leis que aumentam o uso da pena capital, incluindo punições para crimes relacionados ao tráfico de drogas e à propaganda contra o Estado. A repressão se intensificou a partir de 2018, resultando em várias execuções públicas, frequentemente realizadas após julgamentos sem imparcialidade.

A vigilância sobre a população é extrema. Os cidadãos são obrigados a participar de sessões semanais de autocrítica, que visam o controle coletivo e o adoctrinamento. O acesso à internet é quase inexistente, restrito a uma intranet nacional controlada pelo governo, e a busca por qualquer material estrangeiro é uma prioridade do regime.

Insegurança alimentar e isolamento

O relatório também aponta para uma grave insegurança alimentar no país, com mais de 40% da população desnutrida. A produção nacional insuficiente, somada a desastres naturais e sanções internacionais, agrava a situação. Para muitos, comer três vezes ao dia é um luxo.

Além disso, a Coreia do Norte enfrenta um isolamento internacional sem precedentes. O fluxo de pessoas que entram e saem do país foi severamente restringido, e até mesmo viagens internas exigem permissões especiais, frequentemente obtidas por meio de corrupção.

Apesar do cenário sombrio, Kim Jong-un tem tentado projetar uma imagem de abertura ao mundo. Recentemente, participou de um desfile militar na China, onde se encontrou com líderes como Xi Jinping e Vladimir Putin. Contudo, o relatório enfatiza que, embora haja um aumento nas trocas comerciais com alguns países, a Coreia do Norte permanece mais isolada do que nunca.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais