- Uma pesquisa da Yale revelou que 35.000 crianças ucranianas foram deslocadas forçosamente para 210 centros na Rússia durante a guerra.
- Esses centros incluem campos de reeducação e bases militares, com foco na rusificação e treinamento militar.
- Mais da metade dos locais promove a reeducação em patriotismo russo, enquanto 39 oferecem instrução militar.
- A Ucrânia e 38 países formaram a Coalizão Internacional para o Retorno de Crianças Ucranianas, mas as negociações têm sido difíceis.
- A comissária ucraniana para os direitos da criança, Daria Guerasimchuk, acredita que o número de crianças deslocadas pode ser de centenas de milhares.
Uma pesquisa da Yale revelou que 35.000 crianças ucranianas foram deslocadas forçosamente para 210 centros na Rússia durante a guerra. Esses locais, que vão de campos de reeducação a bases militares, têm como objetivo a rusificação e o treinamento militar dos menores.
O estudo, conduzido pela Yale School of Public Health, destaca que mais da metade desses centros promove a reeducação em patriotismo russo, enquanto 39 deles oferecem instrução militar. Nathaniel Raymond, responsável pela pesquisa, afirmou que a rede se estende do Mar Negro ao Pacífico, abrangendo diversas atividades, incluindo montagem de drones e treinamento em combate.
A questão do retorno das crianças à Ucrânia se tornou um ponto central nas negociações diplomáticas. Em agosto, foi criada a Coalizão Internacional para o Retorno de Crianças Ucranianas, composta por 38 países, incluindo membros da União Europeia e Japão. Embora os Estados Unidos não tenham aderido, a primeira-dama Melania Trump enviou uma carta a Vladimir Putin, enfatizando a importância de proteger a inocência das crianças.
Os dados da pesquisa indicam que 130 centros são dedicados à reeducação, utilizando materiais que favorecem a narrativa do governo russo. As Convenções de Genebra proíbem tais práticas, e o Tribunal Penal Internacional já emitiu uma ordem de prisão contra Putin por deportação ilegal de crianças.
A comissária ucraniana para os direitos da criança, Daria Guerasimchuk, afirmou que a Ucrânia não consegue determinar o número exato de crianças deslocadas, mas acredita que sejam centenas de milhares. Enquanto isso, a comissária russa, Maria Lvova-Belova, declarou que mais de 700.000 menores foram evacuados, embora a Ucrânia conteste esses números.
A iniciativa ucraniana Bring Kids Back reporta que apenas 1.605 crianças foram devolvidas até o momento. As negociações entre Kiev e Moscou têm sido difíceis, e a falta de uma base de dados russa para rastrear os menores complicam ainda mais a situação.
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