- A Rússia e Belarus realizam exercícios militares com o uso de armas nucleares táticas russas, conforme anunciado pelo presidente bielorusso Alexander Lukashenko.
- Os jogos de guerra, chamados Zapad, têm como objetivo demonstrar a prontidão das forças aliadas e duram cinco dias.
- O Ministério da Defesa de Belarus confirmou a inclusão de armamentos nucleares táticos nos exercícios, que também utilizam o míssil hipersônico Oreshnik.
- A realização dos exercícios gerou preocupações entre países vizinhos, levando a Polônia a fechar temporariamente sua fronteira com Belarus.
- Lukashenko, aliado de Vladimir Putin, permitiu o uso do território bielorusso para operações russas na Ucrânia desde fevereiro de 2022.
A Rússia e Belarus estão realizando exercícios militares que incluem o ensaio de armas nucleares táticas russas, conforme anunciado pelo presidente bielorusso Alexander Lukashenko. Os jogos de guerra, que têm o codinome Zapad, visam demonstrar a prontidão de combate das forças aliadas e ocorrem em um contexto de crescente tensão na região.
Os exercícios, que se estenderam por cinco dias, também incorporam o míssil hipersônico Oreshnik, utilizado pela Rússia na guerra contra a Ucrânia. A mídia estatal bielorrussa informou que o uso de armamentos nucleares táticos foi confirmado pelo Ministério da Defesa de Belarus. Lukashenko afirmou que é natural incluir essas armas nos exercícios, destacando que a prática abrange desde armamentos convencionais até ogivas nucleares.
A realização dos jogos de guerra provocou preocupações entre países vizinhos, especialmente após a Polônia e a Otan relatarem a interceptação de drones russos em seu espaço aéreo. Em resposta, Varsóvia decidiu fechar temporariamente sua fronteira com Belarus como medida de precaução. A proximidade de Belarus com a Ucrânia e os membros da Otan, como Polônia, Lituânia e Letônia, intensifica as inquietações sobre a segurança regional.
Lukashenko, que mantém um relacionamento próximo com o presidente russo Vladimir Putin, permitiu que tropas russas utilizassem o território bielorusso para operações na Ucrânia desde o início do conflito em fevereiro de 2022. Apesar de não ter enviado suas próprias tropas, o líder bielorusso enfatizou que a presença de armamentos nucleares é uma resposta à situação geopolítica atual.
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