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Harvest Christian Fellowship é acusada de negligência na Romênia

Dois romenos processam Harvest Christian Fellowship e líderes nos EUA, alegando negligência por abusos em orfanatos na Romênia; até vinte ações adicionais devem surgir

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  • Dois cidadãos romenos moveram ações judiciais nos EUA contra Harvest Christian Fellowship, seus líderes e ex-pastores, reivindicando negligência por abusos ocorridos em orfanatos na Romênia.
  • Marian Barbu e Mihai-Constantin Petcu são os autores das ações, buscando indenizações e dizendo que a igreja deveria ter sabido do que ocorria e impedir os abusos.
  • Entre os réus estão Greg Laurie, Richard Schutte e Paul Havsgaard; a Harvest apoiava financeiramente os orfanatos, mas não teria feito a supervisão.
  • A defesa nega as acusações de falha de supervisão; a auditoria interna de 2004 apontou abusos, com Havsgaard sendo alvo de denúncias.
  • A assessoria jurídica aponta que devem surgir cerca de vinte processos adicionais; a Harvest tem 21 dias para apresentar defesa ao tribunal.

O Harvest Christian Fellowship enfrenta uma série de ações judiciais nos Estados Unidos, movidas por dois homens romenos que dizem ter sido vítimas de abuso sexual durante crianças em orfanatos na Romênia. Os processos, apresentados nesta semana na Justiça Federal da Califórnia, responsabilizam a igreja, seus líderes e ex-pastores por negligência e omissão. Estão entre os réus o evangelista Greg Laurie, ligado ao Calvary Chapel, além de Richard Schutte e Paul Havsgaard, que atuavam na missão internacional apoiada pela igreja.

Conforme as ações, a Harvest financiou os orfanatos na Romênia sem supervisionar adequadamente as atividades, e sem reportar abusos às autoridades. Os demandantes, Marian Barbu e Mihai-Constantin Petcu, pedem indenizações e afirmam que a igreja teria tido conhecimento de denúncias contra Havsgaard antes de ele ir para a Romênia em 1998 e de que, em 2004, foi informada sobre “histórias horríveis” nos abrigos, mas não tomou providências. O advogado Jan Cervenka, da McAllister Olivarius, sustenta que a Harvest não atuou para proteger as crianças.

A defesa, por sua vez, contesta parcialmente as acusações, reconhecendo que houve apoio financeiro aos orfanatos, mas negando responsabilidade de supervisão sobre a operação na Europa Oriental. Segundo os processos, Havsgaard criou a organização sem fins lucrativos Actively Restoring Kids International, que administrava os orfanatos de forma independente da Harvest. A igreja afirma não ter controle direto sobre a gestão dos programas no exterior.

A firma de advocacia informou que pretende apresentar cerca de 20 ações adicionais em semanas futuras, ampliando o recorte de vítimas envolvidas. Até o momento, nem a Harvest nem os demais réus apresentaram defesa ou indicaram representantes legais. Havsgaard, Schutte e a Harvest não puderam ser contatados para comentar.

A Harvest reconheceu o financiamento aos orfanatos, mas negou amplo papel de supervisão da operação na Romênia. As ações indicam que potenciais violências teriam ocorrido em instalações administradas pela rede apoiada pela igreja, conforme descrito nos autos. A instituição tem 21 dias para apresentar resposta formal à Justiça, conforme a tramitação processual.

Este é um caso em desenvolvimento, com novas informações a serem apuradas pela Justiça e pelos investigadores. A matéria não traz, neste momento, conclusão nem opinião sobre a responsabilidade final das partes envolvidas.

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