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Indígenas exigem retirada total de garimpeiros da terra Munduruku

Líderes Munduruku pedem ações imediatas para conter a invasão de garimpeiros e melhorar a assistência nas comunidades indígenas.

Assembleia dos Munduruku com participantes em círculo, discutindo em um ambiente ao ar livre (Foto: Reprodução)
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  • Mais de 300 líderes Munduruku entregaram uma carta ao governo Lula pedindo a continuidade das operações de desintrusão em seu território.
  • O documento foi apresentado durante a V Assembleia do Movimento Munduruku Ipereğ Ayũ, na aldeia Caroçal Cururu.
  • Os indígenas afirmam que garimpeiros nunca saíram completamente e novos invasores retornaram, atraídos pela alta do ouro.
  • A carta denuncia a falta de apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai) e menciona problemas como insegurança alimentar e contaminação por mercúrio.
  • Os Munduruku exigem um cronograma para fiscalização e proteção das lideranças ameaçadas, além de alternativas ao garimpo ilegal.

Mais de 300 líderes Munduruku do Alto Tapajós, no Amazonas, entregaram uma carta ao governo Lula nesta quarta-feira, solicitando a continuidade das operações de desintrusão em seu território. O documento foi apresentado durante a V Assembleia do Movimento Munduruku Ipereğ Ayũ, realizada na aldeia Caroçal Cururu.

A carta denuncia que, apesar da desintrusão realizada em 2024, garimpeiros nunca saíram completamente e novos invasores já retornaram, atraídos pela alta do ouro. Os indígenas afirmam que a equipe responsável pela desintrusão foi retirada sob a alegação de que a primeira fase estava concluída, mas a situação no local permanece crítica.

Denúncias e Demandas

Os Munduruku relatam a falta de apoio e estrutura da Funai, que, segundo eles, está sucateada. Além disso, mencionam o agravamento da insegurança alimentar, a falta de assistência médica e casos de contaminação por mercúrio. As comunicações oficiais do governo sobre a desintrusão, afirmam, não refletem a realidade enfrentada nas comunidades.

O grupo exige um cronograma para a retomada das ações de fiscalização e proteção das lideranças ameaçadas. Também pedem planos de vida que ofereçam alternativas ao garimpo ilegal, garantindo segurança alimentar, hídrica e cultural. Entre os presentes na assembleia estavam representantes de três ministérios e da Funai.

A Terra Indígena Munduruku, que abrange 2,4 milhões de hectares, é lar de mais de 9,2 mil indígenas. A situação atual evidencia a necessidade urgente de ações efetivas para proteger os direitos e a integridade do povo Munduruku diante da invasão de seu território.

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