- O ministro da Defesa da China, Dong Jun, criticou a “lógica hegemônica” e atos de intimidação durante o Fórum Xiangshan em Pequim, realizado em 18 de setembro.
- O evento contou com a presença de aproximadamente 1.800 representantes de 100 países, incluindo líderes políticos e militares.
- Dong mencionou que, apesar dos temas de paz e desenvolvimento, ainda existem “nuvens da mentalidade da Guerra Fria” e do protecionismo.
- Ele destacou a importância da memória histórica como alerta contra a lógica hegemônica, referindo-se indiretamente aos Estados Unidos.
- O fórum ocorre em um contexto de expectativa sobre uma possível reunião entre o presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O ministro da Defesa da China, Dong Jun, criticou a “lógica hegemônica” e os atos de intimidação durante o Fórum Xiangshan, realizado em Pequim nesta quinta-feira, 18. O evento contou com a presença de cerca de 1.800 representantes de 100 países, incluindo líderes políticos e militares. Dong fez referências sutis aos Estados Unidos, enfatizando a necessidade de enfrentar novas ameaças à paz global.
Em seu discurso, o ministro alertou que, apesar da continuidade dos temas de paz e desenvolvimento, ainda persistem as “nuvens da mentalidade da Guerra Fria” e do protecionismo. Ele destacou que a memória histórica deve servir como um alerta constante contra a lógica hegemônica e os atos de intimidação disfarçados. Essas declarações foram interpretadas como uma crítica ao papel dos EUA nas tensões geopolíticas atuais.
Expectativas de Diálogo
O fórum ocorre em um momento de expectativa em relação a uma possível reunião entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente americano, Donald Trump. Na mesma semana, Dong participou de uma videoconferência com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, onde discutiram temas sensíveis como Taiwan e o Mar do Sul da China. O Pentágono classificou as conversas como “francas e construtivas”, com ambos os lados concordando em continuar o diálogo.
As tensões entre China e Estados Unidos têm se intensificado nos últimos anos, especialmente em questões comerciais e de segurança regional. As declarações de Dong refletem a postura da China em um cenário internacional cada vez mais complexo e desafiador.
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