- Recentes prisões de migrantes sob o DACA (Deferred Action for Childhood Arrivals) geraram preocupações entre defensores de direitos de imigrantes. Eles suspeitam que a administração Trump esteja ignorando as proteções do programa.
- Desde que Trump assumiu o cargo, o “Enforcement Tracker” da coalizão “Home is Here” registrou pelo menos 18 casos de deportações ou risco de deportação de beneficiários do DACA.
- O DACA, iniciado em 2012, oferece proteção contra deportação para pessoas trazidas para os EUA quando crianças. Beneficiários qualificados podem permanecer e trabalhar legalmente no país por dois anos, renovável.
- Casos de detenção incluem Paulo Gamez Lira, de El Paso, Texas, preso em sua garagem e enfrentando processos de remoção. Erick Hernandez, motorista de Uber de Los Angeles, foi detido após entrar acidentalmente no México. Javier Diaz Santana, trabalhador de um lava-rápido em Los Angeles, foi preso durante uma operação de repressão à criminalidade e imigração ilegal.
- Defensores dos direitos de imigrantes argumentam que os beneficiários do DACA não devem perder sua proteção a menos que ocorram novas circunstâncias. O governo, por outro lado, afirma que o DACA não confere imunidade contra deportação.
- As prisões recentes têm um impacto significativo nas vidas dos beneficiários do DACA, muitos dos quais têm famílias nos EUA e estão profundamente preocupados com a possibilidade de deportação.
Prisões recentes sob DACA levantam preocupações
Recentes prisões de migrantes sob o programa DACA (Deferred Action for Childhood Arrivals) levantaram preocupações entre defensores de direitos de imigrantes. Eles temem que a administração Trump esteja desconsiderando as proteções do programa. O “Enforcement Tracker” da coalizão “Home is Here” contabiliza pelo menos 18 casos de deportações ou risco de deportação de beneficiários do DACA desde que Trump assumiu o cargo.
O que é o DACA?
O DACA, iniciado em 2012, oferece proteção contra deportação para pessoas trazidas para os EUA quando crianças. O programa permite que esses indivíduos permaneçam no país e trabalhem legalmente por um período de dois anos, renovável. Para se qualificar, os beneficiários devem passar por uma verificação de antecedentes e fornecer informações biométricas ao Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA.
Casos de detenção
Vários casos de detenção foram relatados, incluindo o de Paulo Gamez Lira, um residente de El Paso, Texas. Lira foi preso em sua própria garagem e está enfrentando processos de remoção. Ele foi trazido para os EUA quando criança e se qualificou para o DACA em 2012. Apesar de ter um histórico de posse de maconha, seus advogados argumentam que isso não deveria excluí-lo do programa.
Outro caso envolve Erick Hernandez, um motorista de Uber de Los Angeles. Hernandez foi detido após fazer um caminho errado e entrar acidentalmente no México. Ele está enfrentando deportação para El Salvador, apesar de ter se qualificado para o DACA.
Javier Diaz Santana, um trabalhador de um lava-rápido em Los Angeles, também foi detido. Ele foi preso durante uma operação de repressão à criminalidade e imigração ilegal. Apesar de ter se qualificado para o DACA, ele foi detido e enviado para uma instalação de detenção no Texas.
Declarações de defensores
Juliana Macedo do Nascimento, porta-voz da United We Dream, disse que “este é apenas o começo”. Ela afirma que há muitos mais casos e que a administração está quebrando a promessa feita aos beneficiários do DACA.
Thomas A. Saenz, presidente e conselheiro geral do Mexican American Legal Defense and Educational Fund (MALDEF), disse que os beneficiários do DACA não devem perder sua proteção a menos que ocorram novas circunstâncias.
Declarações do governo
O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que os beneficiários do DACA não estão automaticamente protegidos contra deportações. Eles alegam que o DACA não confere qualquer tipo de status legal no país e que qualquer beneficiário ilegal pode ser sujeito a prisão e deportação por várias razões, incluindo a prática de crimes.
Impacto nas vidas dos beneficiários
As prisões recentes têm um impacto significativo nas vidas dos beneficiários do DACA. Muitas dessas pessoas têm famílias nos EUA e estão profundamente preocupadas com a possibilidade de serem deportadas. Alguns, como Paulo Gamez Lira, têm filhos pequenos que dependem deles.
Hernandez, o motorista de Uber, disse em uma declaração que se sente discriminado desde sua prisão. Ele afirmou que, apesar de ter se esforçado para seguir as regras, agora se sente como se estivesse sendo expulso do país.
Diaz Santana, que é surdo, disse que não conseguiu comunicar sua situação aos agentes de imigração e agora enfrenta deportação para o México.
Conclusão
As prisões recentes de beneficiários do DACA levantam sérias preocupações sobre o futuro do programa e a segurança dos indivíduos que dependem dele. Defensores dos direitos dos imigrantes argumentam que a administração Trump está ignorando as proteções do DACA, enquanto o governo afirma que o programa não confere imunidade contra deportação.
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