- A Dinamarca e os Estados Unidos enfrentam tensões diplomáticas, especialmente após declarações de Donald Trump sobre a anexação da Groenlândia.
- A Groenlândia realizou o exercício militar Arctic Light 2025, o maior de sua história, entre 9 e 15 de setembro, sem a participação dos EUA.
- Aproximadamente 550 soldados de Dinamarca, França, Alemanha, Suécia e Noruega participaram do exercício.
- O comandante ártico dinamarquês, Soren Andersen, confirmou que os EUA não foram convidados, apesar de uma solicitação ao secretário de Defesa da administração Trump.
- As tensões aumentaram após o governo dinamarquês convocar o principal representante diplomático dos EUA, em resposta a alegações de interferência na opinião pública groenlandesa.
A Dinamarca e os Estados Unidos enfrentam uma crescente tensão nas relações diplomáticas, especialmente após as declarações de Donald Trump sobre a anexação da Groenlândia. Em um contexto de descontentamento, a Groenlândia realizou o Arctic Light 2025, seu maior exercício militar até hoje, sem a participação dos EUA.
O evento, que ocorreu entre os dias 9 e 15 de setembro, contou com a presença de aproximadamente 550 soldados de Dinamarca, França, Alemanha, Suécia e Noruega. A ausência dos Estados Unidos, que havia participado em edições anteriores, foi confirmada pelo comandante ártico dinamarquês, Soren Andersen. Ele afirmou que o exército americano não foi convidado, embora uma solicitação tenha sido feita ao secretário de Defesa da administração Trump.
A relação entre os dois países se deteriorou desde que Trump expressou sua intenção de anexar a Groenlândia, o que levou o governo dinamarquês a aumentar sua presença militar na ilha. O analista militar Hans Peter Michaelsen destacou que o exercício militar foi uma forma de demonstrar que a Dinamarca está comprometida com a defesa da Groenlândia, com apoio de aliados da OTAN.
Durante o Arctic Light 2025, foram mobilizados uma fragata, helicópteros e caças F-16. A França também contribuiu com um navio de guerra e um avião de reabastecimento. A presença militar dos EUA na Groenlândia se limita atualmente à base espacial Pituffik, localizada no noroeste da ilha.
As tensões aumentaram ainda mais após o governo dinamarquês convocar o principal representante diplomático dos EUA no país, em resposta a alegações de tentativas de interferência por parte de cidadãos ligados à administração Trump, que buscavam influenciar a opinião pública groenlandesa em favor da independência.
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