- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que “não haverá um Estado palestino” após o reconhecimento da Palestina por países como Reino Unido, Canadá e Austrália.
- A declaração foi feita em um vídeo divulgado por seu gabinete e inclui promessas de retaliação após sua participação na Assembleia Geral da ONU.
- Netanyahu criticou os países que apoiaram a Palestina, considerando isso um incentivo ao terrorismo.
- O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, propôs a anexação de 82% da Cisjordânia, que poderá ser discutida após o retorno de Netanyahu dos Estados Unidos.
- A proposta de anexação ocorre em um contexto de pressão internacional por soluções para o conflito, enquanto a delegação palestina foi barrada de participar da Assembleia da ONU.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou neste domingo, 21, que “não haverá um Estado palestino”, em resposta ao reconhecimento formal da Palestina por países como Reino Unido, Canadá e Austrália. A declaração foi feita em um vídeo divulgado por seu gabinete, onde Netanyahu prometeu uma retaliação após seu retorno da Assembleia Geral da ONU, que acontece esta semana em Nova York. O premiê criticou os países que apoiaram a Palestina, afirmando que isso representa um incentivo ao terrorismo.
A declaração de Netanyahu ocorre em um contexto de crescente pressão internacional sobre Israel, que mantém assentamentos na Cisjordânia. Ele destacou que, durante seu governo, o número de assentamentos na região dobrou e que essa política continuará. O primeiro-ministro também mencionou que impedir o reconhecimento da Palestina tem sido uma de suas prioridades, enfrentando tanto pressão interna quanto externa.
Propostas de Anexação
Paralelamente, o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, apresentou uma proposta para anexar formalmente 82% da Cisjordânia. Essa iniciativa pode ser discutida pelo governo assim que Netanyahu retornar dos Estados Unidos. A proposta de anexação surge em um momento em que a comunidade internacional busca soluções para o conflito, enquanto a delegação palestina foi barrada de participar da Assembleia da ONU, optando por uma participação por videoconferência.
Analistas sugerem que a pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos, pode influenciar a resposta de Netanyahu. A construção de assentamentos e a proposta de anexação podem complicar ainda mais as negociações para uma solução de dois Estados, enquanto o reconhecimento da Palestina por nações influentes reforça o isolamento dos EUA na questão.
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