- A Fundação Síria para os Direitos Humanos (SFHR) encontrou um cemitério em massa na região do Sinai, Egito, contendo centenas de corpos.
- A descoberta sugere desaparecimentos forçados e execuções extrajudiciais, com os corpos enterrados de maneira indigna.
- A SFHR identificou o local ao sul de al-Arish, onde pelo menos 36 crânios foram confirmados por Forensic Architecture.
- A SFHR estima que há mais de 300 corpos no local, com muitos enterrados a menos de 30 centímetros de profundidade.
- O governo egípcio nega as acusações, apesar de ter deslocado mais de 150.000 residentes indígenas e não reconhecido baixas civis na região.
Descoberta de Cemitério em Massa Revela Violações em Sinai
Na região do Sinai, Egito, a Fundação Síria para os Direitos Humanos (SFHR) descobriu um cemitério em massa contendo centenas de corpos. A descoberta fornece evidências documentadas de desaparecimentos forçados e execuções extrajudiciais. O cemitério, localizado a apenas 350 metros de uma estrada, sugere que as execuções e enterros secretos ocorreram com total impunidade.
Desaparecimentos e Execuções Extrajudiciais
A SFHR encontrou corpos expostos e enterrados a menos de 30 centímetros de profundidade. Os corpos foram enterrados de maneira indigna, sem respeito aos costumes locais. Muitos estavam nas roupas que usavam quando foram mortos. Alguns foram encontrados com os olhos vendados. Não havia sinais de uniformes ou equipamentos militares nas sepulturas.
Evidências e Testemunhos
A SFHR identificou o local de um cemitério em massa ao sul da cidade de al-Arish, em uma área com sinais visíveis de forte presença militar. Forensic Architecture, uma agência de pesquisa baseada na Universidade de Londres, confirmou que pelo menos 36 crânios puderam ser identificados. A SFHR acredita que há mais de 300 corpos no local.
Um membro da equipe da SFHR descreveu a cena como horrível. “Havia tantos corpos visíveis, não conseguia imaginar que veria algo assim. Essas eram pessoas que poderiam ter caminhado ao meu lado nas ruas e agora estão aqui como esqueletos,” disse um membro da equipe, cuja identidade foi ocultada por medo de represálias.
Testemunho de Vítimas
A esposa de um homem que foi preso durante uma operação em massa em 2016, junto com seu pai e irmãos, disse que a família ainda busca informações sobre seus parentes. “Vivemos com medo. Nove anos é muito tempo e vivemos sem notícias. Tive medo de olhar as declarações do porta-voz militar para ver os nomes e fotos de nossos parentes entre os ‘liquidados’,” disse ela. A família tem lutado desde que a maioria dos homens foi presa e outros fugiram do Sinai por medo de sofrer o mesmo destino.
Negação do Governo
O governo egípcio nega ter realizado deslocamentos forçados em Sinai, mas é acusado de ter deslocado mais de 150.000 residentes indígenas e nunca reconheceu baixas civis em Sinai durante a guerra contra o Estado Islâmico.
Impacto nas Comunidades
A descoberta do cemitério em massa destaca a necessidade de uma investigação aprofundada sobre as violações dos direitos humanos na região. As famílias das vítimas continuam a enfrentar desafios significativos, buscando justiça e respostas sobre o destino de seus entes queridos.
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