- A flotilha Global Sumud foi atacada pelo Exército de Israel em águas internacionais próximas à Grécia nesta terça-feira (23).
- O ataque envolveu drones que lançaram granadas, resultando em ferimentos a um tripulante.
- O coordenador da delegação brasileira, João Aguiar, informou que sete dos 40 barcos foram atingidos.
- A Global Sumud denunciou a interferência nas comunicações e reafirmou seu compromisso de levar ajuda humanitária a Gaza.
- Israel alegou que a flotilha rejeitou uma proposta de desembarque pacífico, insinuando que seu objetivo é apoiar o Hamas.
A flotilha Global Sumud, composta por ativistas de diversos países, foi atacada pelo Exército de Israel nesta terça-feira (23) em águas internacionais próximas à Grécia. O ataque, que envolveu drones lançando granadas e causando ferimentos a um tripulante, ocorreu enquanto a flotilha tentava romper o bloqueio israelense à Faixa de Gaza.
João Aguiar, coordenador da delegação brasileira da Global Sumud, relatou que sete dos 40 barcos da flotilha foram atacados. Ele descreveu que os drones lançaram granadas de luz e cápsulas com um líquido irritante. Um tripulante foi atingido, mas já se recuperou. Aguiar afirmou que a flotilha está em posição de defesa e que o ataque representa mais um crime de guerra por parte de Israel.
A Global Sumud denunciou também a interferência nas comunicações durante o ataque. A organização reafirmou seu compromisso de levar ajuda humanitária a Gaza, desafiando as tentativas de intimidação. “Não seremos calados”, declarou a flotilha em suas redes sociais. Israel, por sua vez, alegou que a flotilha recusou uma proposta de desembarque pacífico em Ashkelon, insinuando que seu objetivo é apoiar o Hamas.
Contexto da Flotilha
A flotilha, que conta com cerca de 80 barcos de 44 países e aproximadamente 700 pessoas a bordo, tem como missão levar ajuda humanitária a Gaza, que enfrenta uma grave crise humanitária. Entre os ativistas estão a vereadora Mariana Conti e o ativista Thiago Ávila, que já havia sido detido em uma ação anterior.
Na semana passada, o Itamaraty pediu que Israel respeitasse as normas de direito internacional e garantisse a segurança das embarcações. A flotilha já havia enfrentado ataques de drones enquanto passava pela Tunísia, onde dois barcos foram danificados, mas reparados. A expectativa é que os ativistas cheguem a Gaza em até uma semana.
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