- Desde outubro de 2023, a região de Gaza enfrenta uma crise humanitária severa devido ao conflito entre Israel e Hamas, com milhares de mortes e feridos, além de escassez de suprimentos médicos e alimentos.
- Recentemente, os poucos hospitais e clínicas restantes em Gaza estão sobrecarregados por um grande número de pacientes feridos e doentes fugindo de um novo ataque israelense no norte, com falta de suprimentos essenciais para tratar os feridos.
- Nos hospitais de Khan Younis e al-Muwasi, a situação é crítica, com profissionais de saúde enfrentando desafios inimagináveis, como receber 160 feridos em uma única noite e 600 pessoas buscando tratamento em uma pequena clínica.
- Aproximadamente 320.000 pessoas fugiram de Gaza City, com muitos feridos, doentes ou desnutridos, chegando com ferimentos de até uma semana de idade devido a estradas congestionadas e falta de veículos.
- No Hospital Nasser, a única grande instalação ainda funcionando em Gaza, as crianças estão sendo tratadas em corredores, pois todas as camas pediátricas estão ocupadas, e o hospital está no seu limite absoluto.
Hospitais em Gaza sob Pressão Insuportável
Desde o início do conflito entre Israel e Hamas, em outubro de 2023, a região de Gaza enfrenta uma crise humanitária severa. Recentemente, os poucos hospitais e clínicas restantes estão sendo sobrecarregados por um “tsunami” de pacientes feridos e doentes fugindo de um novo ataque israelense no norte. Médicos relatam que as instalações estão lutando para lidar com o grande número de novos pacientes vindos de Gaza City, com falta de suprimentos essenciais para tratar os feridos.
Sobrecarga e Falta de Recursos
Nos hospitais de Khan Younis e al-Muwasi, os profissionais de saúde estão enfrentando desafios inimagináveis. Dr. Martin Griffiths, um cirurgião traumatologista que chegou como voluntário, descreveu a situação como crítica. “Recebemos 160 feridos em uma única noite, com 600 pessoas buscando tratamento em nossa pequena clínica de saúde primária”, disse ele. A escassez de medicamentos, alimentos e suprimentos médicos está agravando a situação.
Deslocamento em Massa
Aproximadamente 320.000 pessoas já fugiram de Gaza City, segundo as últimas estimativas da ONU. Muitos estão feridos, doentes ou desnutridos. Com estradas congestionadas e veículos raros, muitos chegam com ferimentos de até uma semana de idade. “Se as balas ou bombas não os atingem, a infecção o fará. Minha mensagem é simples: por favor, parem com o conflito”, apela Griffiths.
Situação Crítica em Nasser
No Hospital Nasser, a única grande instalação ainda funcionando em Gaza, as crianças estão sendo tratadas em corredores, pois todas as camas pediátricas estão ocupadas. Mohamed Saqr, diretor de enfermagem, afirmou: “Estamos no nosso limite absoluto. Todos os funcionários estão exaustos e estamos com poucas reservas de itens essenciais”.
Evacuações Forçadas
O hospital de campo jordaniano em Tal al-Hawa recebeu ordens de evacuação, com pelo menos 300 pacientes e funcionários. O Ministério da Saúde de Gaza informou que serviços foram suspensos em outros hospitais de Gaza City, como o al-Rantisi e o Hospital dos Olhos, devido ao avanço das tropas israelenses.
Desafios Contínuos
A situação em Gaza continua a piorar. O al-Sahaba Medical Complex, que oferece cuidados intensivos para recém-nascidos, está com estoques de oxigênio e combustível quase esgotados. “A situação permanece extremamente difícil e o combustível é essencial para fornecer os serviços médicos que oferecemos”, disse Abed al-Hayek, gerente de projeto da MAP.
Apelo por Ajuda
Apesar de alguns suprimentos terem chegado, como infusões fluidas e kits de curativos do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, a necessidade é imensa. “Nossa clínica em al-Muwasi está sem tudo, incluindo antibióticos e analgésicos”, lamenta Griffiths. A falta de recursos está levando a situações de impotência, como a incapacidade de salvar um menino de 14 anos baleado na cabeça e no pescoço.
Desdobramentos do Conflito
Israel iniciou sua ofensiva em Gaza City, descrevendo-a como o último reduto do Hamas. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou estar determinado a alcançar seus objetivos de guerra: eliminar o Hamas, libertar os reféns israelenses e garantir que Gaza “não mais represente uma ameaça a Israel”. No entanto, o conflito já causou mais de 65.000 mortes de palestinos, a maioria civis, e feriu mais de 160.000, além de causar fome, destruição e deslocamento em massa.
Desespero Humanitário
A situação humanitária em Gaza é desoladora. Com estradas congestionadas e veículos raros, muitos chegam com ferimentos de até uma semana de idade. “Se as balas ou bombas não os atingem, a infecção o fará. Minha mensagem é simples: por favor, parem com o conflito”, apela Griffiths. A falta de suprimentos médicos e a sobrecarga dos hospitais estão tornando a situação ainda mais crítica.
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