- O presidente francês Emmanuel Macron alertou que a tentativa de Israel anexar partes da Cisjordânia seria um “ponto vermelho” para os EUA.
- Macron afirmou que essa ação significaria o fim dos Acordos de Abraão, que normalizaram as relações entre Israel e vários países árabes em 2020.
- Macron entregou a Trump um plano de três páginas sobre o futuro da Palestina, baseado na Declaração de Nova York.
- O plano visa excluir o Hamas do futuro governo em Gaza e na Cisjordânia.
- Macron apelou a Trump para que os EUA exerçam pressão sobre Israel para alcançar um cessar-fogo e a libertação de reféns.
- Macron alertou que, se não houver um fim para os conflitos nos próximos dias, a Europa pode considerar outras medidas, incluindo sanções.
Tentativa de Israel anexar Cisjordânia é um “ponto vermelho” para os EUA, diz Macron
Em meio à crescente tensão na região, o presidente francês Emmanuel Macron alertou que qualquer tentativa de Israel anexar partes da Cisjordânia seria um “ponto vermelho” para os EUA. Macron afirmou que essa ação significaria o fim dos Acordos de Abraão, que normalizaram as relações entre Israel e vários países árabes em 2020.
#### Macron apresenta plano a Trump
Macron revelou que entregou a Trump um plano de três páginas sobre o futuro da Palestina, baseado na Declaração de Nova York. O plano visa excluir o Hamas do futuro governo em Gaza e na Cisjordânia. Macron destacou a necessidade de pressão americana sobre Israel para alcançar um cessar-fogo e a libertação de reféns.
#### Pressão internacional
Macron enfatizou que a França, a Europa e os EUA estão alinhados na oposição à anexação da Cisjordânia. Ele afirmou que qualquer tentativa de anexação “seria o fim dos Acordos de Abraão”, que foram um dos principais sucessos diplomáticos da administração Trump. Os Emirados Árabes Unidos também expressaram claramente sua posição sobre o assunto.
#### Estratégia de Macron
O plano de Macron tem como objetivo inicial garantir um cessar-fogo e a libertação de todos os reféns. Ele apelou a Trump para que os EUA exerçam pressão sobre Israel, já que os americanos têm “real influência” na região. Macron também destacou que a estratégia de guerra total de Netanyahu é um fracasso e que a libertação de reféns não é uma prioridade para o governo israelense.
#### Consequências possíveis
Macron alertou que, se não houver um fim para os conflitos nos próximos dias, a Europa pode considerar outras medidas, incluindo sanções. Ele enfatizou que a falta de uma perspectiva política para os palestinos pode levar a uma perda total de esperança e até a violência.
Macron concluiu que a remoção do Hamas e a eventual gestão da Autoridade Palestina com novos compromissos de reforma são essenciais para o futuro da região. Ele destacou que a paz só será alcançada se for dada uma saída política legítima aos palestinos.
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