- A votação no Conselho de Segurança da ONU sobre o reestabelecimento das sanções contra o Irã está marcada para sexta-feira.
- A Rússia tentará adiar as sanções por seis meses, mas os europeus rejeitaram as ofertas iranianas de acesso limitado a seus locais nucleares.
- A reimposição das sanções pode agravar as relações entre o Irã e o Ocidente.
- Há preocupações de que isso possa levar o Irã a sair do Tratado de Não Proliferação Nuclear.
- A recriminação já está começando, e o Irã acusará os países europeus de não resistirem à pressão dos Estados Unidos.
Relações entre Irã e Ocidente se agravam com votação de sanções
A votação no Conselho de Segurança da ONU sobre o reestabelecimento das sanções contra o Irã está marcada para sexta-feira. A Rússia tentará adiar as sanções por seis meses, mas os europeus rejeitaram as ofertas iranianas de acesso limitado a seus locais nucleares. A reimposição das sanções pode agravar as relações entre o Irã e o Ocidente, e há preocupações de que isso possa levar o Irã a sair do Tratado de Não Proliferação Nuclear.
Rejeição das ofertas iranianas
A última tentativa russa de adiar o retorno das sanções em grande escala da ONU ao Irã deve falhar no Conselho de Segurança da ONU na sexta-feira. Os países europeus rejeitaram as ofertas iranianas de permitir que os inspetores da ONU tenham acesso limitado aos seus locais nucleares bombardeados. A Rússia pedirá que a reimposição das sanções seja adiada por seis meses para dar mais tempo para a diplomacia, mas os diplomatas europeus estão confiantes de que a Rússia não conseguirá os nove votos necessários no Conselho de Segurança para adiar o snapback.
Consequências políticas
A reimposição das sanções marca uma séria deterioração nas relações iranianas com o Ocidente e pode ter ramificações políticas dentro do Irã. Um diplomata europeu disse que o Ministério das Relações Exteriores do Irã “achava que não iríamos adiante com isso, mas nunca apresentou uma oferta séria. Araghchi avaliou mal isso”.
Acusações e críticas
A recriminação já está começando, e o Irã acusará os países europeus – França, Alemanha e Reino Unido – de não resistirem à pressão dos Estados Unidos. Alguns diplomatas ocidentais insistem que a diplomacia pode continuar com o Irã, mas há o risco de que os hardliners no parlamento de Teerã não apenas busquem encerrar toda a cooperação futura com a AIEA, mas tentem deixar o Tratado de Não Proliferação Nuclear, uma medida que exporá o Irã ao risco de um novo ataque militar israelense.
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