- Desde outubro de 2023, a ocupação israelense em Gaza resultou na morte de 252 profissionais de imprensa, segundo o Sindicato dos Jornalistas da Palestina.
- Recentemente, o sindicato atualizou os números, revelando que mais de 200 jornalistas foram presos e cerca de 400 ficaram feridos.
- Todos os jornalistas em Gaza vivem em tendas devido à destruição de suas casas.
- Cerca de 3,4 mil jornalistas foram proibidos de entrar em Gaza, incluindo 820 dos Estados Unidos.
- A presidenta da Fenaj, Samira de Castro, pede uma ação global das entidades de defesa da imprensa em solidariedade aos jornalistas palestinos.
Aumento de Vítimas entre Jornalistas em Gaza
Desde o início da ocupação israelense em outubro de 2023, a situação em Gaza tem sido extremamente difícil. O conflito já resultou na morte de 252 profissionais de imprensa, segundo o Sindicato dos Jornalistas da Palestina. Recentemente, o sindicato atualizou os números, revelando que mais de 200 jornalistas foram presos e cerca de 400 ficaram feridos. As condições de vida também se agravaram, com todos os jornalistas em Gaza vivendo em tendas devido à destruição de suas casas.
Impacto na Cobertura Jornalística
O Sindicato dos Jornalistas da Palestina afirma que, desde o início da ocupação israelense, cerca de 3,4 mil jornalistas foram proibidos de entrar no enclave, sendo 820 deles jornalistas dos Estados Unidos, o principal aliado de Israel. Isso só prova qual era a intenção do Estado de ocupação desde o início da guerra, que é proibir que os jornalistas fizessem a cobertura desses crimes de lesa-humanidade. Isso viola a Resolução 2222 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que prevê a proteção de jornalistas em área de conflito.
Desafios e Resistência
A maioria das jornalistas mulheres são mães. Eu tenho filho, que nasceu durante a cobertura desta guerra. Como mães, não temos sequer a proteção de fazermos o nosso trabalho no campo. Também estamos com necessidade de produtos essenciais, como leite em pó, produto para higiene infantil, entre outros, observou. O povo palestino é dono de uma causa justa, os jornalistas palestinos fazem parte dessa sociedade, mantém a cobertura dos fatos e da verdade do que vem acontecendo em Gaza.
Apelo Internacional
A presidenta da Fenaj, Samira de Castro, afirmou que a situação dos jornalistas na Palestina, bem como da população civil em geral, é uma questão humanitária gravíssima e que as entidades de defesa da imprensa devem articular uma ação global. Sugerimos à Federação Internacional dos Jornalistas, a FIJ, uma paralisação no mundo inteiro em solidariedade aos colegas em Gaza e na Palestina. E também queremos fortalecer a captação para o fundo de segurança da FIJ destinado aos colegas palestinos, destacou.
Reunião com Jornalistas Brasileiros
A reunião entre jornalistas brasileiros e palestinos foi avaliada como um momento histórico pelo embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben. Ele defendeu a livre circulação de informações sobre o que se passa em Gaza por parte das vítimas da guerra. O encontro, organizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em parceria com a Embaixada da Palestina no Brasil, contou com a participação de jornalistas palestinos instalados em tendas em dois centros improvisados, um em Khan Yunis, no sul de Gaza, e outro na Cidade de Gaza, ao norte, que já foi praticamente toda destruída pelos bombardeios das Forças de Defesa de Israel (FDI).
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