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Jornalistas em Gaza enfrentam condições extremas e ameaça constante

Sindicato dos Jornalistas da Palestina atualiza números de mortes de jornalistas em Gaza.

Brasília (DF), 25/09/2025 - Reunião com jornalistas em Gaza. Naser Abu Baker, presidente do Sindicato dos Jornalistas da Palestina, diz que 252 profissionais foram mortos por forças israelenses em Gaza. Foto: Zoom/Reprodução
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  • Desde outubro de 2023, a ocupação israelense em Gaza resultou na morte de 252 profissionais de imprensa, segundo o Sindicato dos Jornalistas da Palestina.
  • Recentemente, o sindicato atualizou os números, revelando que mais de 200 jornalistas foram presos e cerca de 400 ficaram feridos.
  • Todos os jornalistas em Gaza vivem em tendas devido à destruição de suas casas.
  • Cerca de 3,4 mil jornalistas foram proibidos de entrar em Gaza, incluindo 820 dos Estados Unidos.
  • A presidenta da Fenaj, Samira de Castro, pede uma ação global das entidades de defesa da imprensa em solidariedade aos jornalistas palestinos.

Aumento de Vítimas entre Jornalistas em Gaza

Desde o início da ocupação israelense em outubro de 2023, a situação em Gaza tem sido extremamente difícil. O conflito já resultou na morte de 252 profissionais de imprensa, segundo o Sindicato dos Jornalistas da Palestina. Recentemente, o sindicato atualizou os números, revelando que mais de 200 jornalistas foram presos e cerca de 400 ficaram feridos. As condições de vida também se agravaram, com todos os jornalistas em Gaza vivendo em tendas devido à destruição de suas casas.

Impacto na Cobertura Jornalística

O Sindicato dos Jornalistas da Palestina afirma que, desde o início da ocupação israelense, cerca de 3,4 mil jornalistas foram proibidos de entrar no enclave, sendo 820 deles jornalistas dos Estados Unidos, o principal aliado de Israel. Isso só prova qual era a intenção do Estado de ocupação desde o início da guerra, que é proibir que os jornalistas fizessem a cobertura desses crimes de lesa-humanidade. Isso viola a Resolução 2222 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que prevê a proteção de jornalistas em área de conflito.

Desafios e Resistência

A maioria das jornalistas mulheres são mães. Eu tenho filho, que nasceu durante a cobertura desta guerra. Como mães, não temos sequer a proteção de fazermos o nosso trabalho no campo. Também estamos com necessidade de produtos essenciais, como leite em pó, produto para higiene infantil, entre outros, observou. O povo palestino é dono de uma causa justa, os jornalistas palestinos fazem parte dessa sociedade, mantém a cobertura dos fatos e da verdade do que vem acontecendo em Gaza.

Apelo Internacional

A presidenta da Fenaj, Samira de Castro, afirmou que a situação dos jornalistas na Palestina, bem como da população civil em geral, é uma questão humanitária gravíssima e que as entidades de defesa da imprensa devem articular uma ação global. Sugerimos à Federação Internacional dos Jornalistas, a FIJ, uma paralisação no mundo inteiro em solidariedade aos colegas em Gaza e na Palestina. E também queremos fortalecer a captação para o fundo de segurança da FIJ destinado aos colegas palestinos, destacou.

Reunião com Jornalistas Brasileiros

A reunião entre jornalistas brasileiros e palestinos foi avaliada como um momento histórico pelo embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben. Ele defendeu a livre circulação de informações sobre o que se passa em Gaza por parte das vítimas da guerra. O encontro, organizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em parceria com a Embaixada da Palestina no Brasil, contou com a participação de jornalistas palestinos instalados em tendas em dois centros improvisados, um em Khan Yunis, no sul de Gaza, e outro na Cidade de Gaza, ao norte, que já foi praticamente toda destruída pelos bombardeios das Forças de Defesa de Israel (FDI).

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