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Dinamarca registra mais aparições de drones antes de cúpulas europeias

Dinamarca proíbe voos de drones civis durante cúpulas europeias.

A mobile radar installation on the Øresund coast. Airspace surveillance is being strengthened ahead of two summits, Danish armed forces said.
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  • A Dinamarca enfrenta um aumento de incidentes com drones, com violações de espaço aéreo e ataques a instalações militares e civis.
  • O governo dinamarquês proibiu todos os voos civis de drones durante uma semana, coincidindo com importantes encontros europeus.
  • Violações da proibição podem resultar em multas ou até dois anos de prisão.
  • A Alemanha enviou uma fragata de defesa aérea para reforçar a vigilância do espaço aéreo dinamarquês.
  • A OTAN reforça sua presença na região do Báltico com a missão “Baltic Sentry” e “Eastern Sentry” para proteger infraestruturas críticas.

Aumento de Incidentes com Drones na Dinamarca

Nos últimos meses, a Dinamarca, assim como outros países europeus, tem enfrentado um aumento no número de incidentes envolvendo drones, incluindo violações de espaço aéreo e ataques diretos a instalações militares e civis. Este cenário de instabilidade aérea tem sido uma preocupação crescente para os governos europeus, especialmente à medida que se aproximam importantes reuniões de cúpula.

Recentemente, a Dinamarca relatou mais avistamentos de drones em várias instalações militares, levando o governo a anunciar a proibição de todos os voos civis de drones durante a semana, coincidindo com a realização de dois importantes encontros europeus. O governo dinamarquês justificou a medida como uma tentativa de evitar confusões entre drones de uso militar e civil, e advertiu que violações da proibição podem resultar em multas ou prisão de até dois anos.

Além disso, a Alemanha enviou um fragata de defesa aérea para reforçar a vigilância do espaço aéreo dinamarquês durante os eventos. A fragata FSG Hamburg, parte da missão “Baltic Sentry” da OTAN, chegou a Copenhague para contribuir com a “fortalecimento da vigilância do espaço aéreo da Dinamarca” durante os encontros.

A medida visa “remover o risco de que drones inimigos possam ser confundidos com drones legais e vice-versa”, conforme comunicado do ministério dinamarquês. A Dinamarca tem enfrentado uma série de incidentes com drones, não apenas em seu território, mas também em países vizinhos como Polônia e Romênia. Este aumento de atividades de drones tem coincidido com a intensificação dos bombardeios russos na Ucrânia, levando a preocupações sobre a segurança aérea na região.

A OTAN tem reforçado sua presença na região do Báltico, com a missão “Baltic Sentry” visando proteger infraestruturas críticas. Além disso, a OTAN lançou a “Eastern Sentry” para reforçar a defesa do flanco leste da Europa, em resposta às incursões de drones russos em espaço aéreo polonês.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, destacou a necessidade de unidade europeia para enfrentar a ameaça dos drones russos. Em um comunicado, ele afirmou que “a unidade dos europeus definitivamente fornecerá uma resposta a esta ameaça”.

A Dinamarca não está sozinha nessa preocupação. A Noruega também relatou violações de seu espaço aéreo por drones russos, com o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, acusando a Rússia de três incidentes de violação de espaço aéreo durante a primavera e o verão.

A OTAN continua vigilante, com o presidente do comitê militar da OTAN, Adm Giuseppe Cavo Dragone, afirmando que “toda ameaça ao espaço aéreo, terrestre e marítimo da OTAN será tratada com uma resposta resoluta e proporcional”. A origem dos drones ainda está sendo investigada, mas a possibilidade de uma atualização da missão de policiamento aéreo da OTAN no Báltico para defesa aérea é uma opção em consideração.

A situação exige uma resposta coordenada e robusta dos países europeus e da OTAN para garantir a segurança aérea e proteger as instalações críticas durante este período de alta tensão.

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