- Em 29 de setembro de 2025, o partido pró-ocidental da presidente Maia Sandu venceu as eleições moldavas com 50,03% dos votos, reafirmando o compromisso do país com a União Europeia (UE).
- O resultado é visto como um forte mandato para a adesão à UE, apesar das alegações de interferência russa, negadas pelo Kremlin.
- A presidente Maia Sandu destacou a determinação do povo moldavo em resistir às pressões externas e a capacidade das instituições do país.
- A vitória de Sandu foi celebrada por líderes europeus, como Ursula von der Leyen e Emmanuel Macron, que expressaram apoio ao projeto europeu da Moldávia.
- O caminho para a adesão à UE ainda é incerto, com desafios como a implementação de reformas e a resolução da questão da Transnístria, uma região separatista com soldados russos estacionados.
Eleições moldavas reafirmam compromisso com a União Europeia
Em 29 de setembro de 2025, o partido pró-ocidental da presidente Maia Sandu conquistou a maioria parlamentar nas eleições moldavas, com 50,03% dos votos. Este resultado é visto como um forte mandato para a adesão à União Europeia (UE). O Kremlin negou as acusações de interferência, mas o resultado é considerado um revés para Moscou.
Desafios e perspectivas
A presidente Maia Sandu destacou a determinação do povo moldavo em não ser “comprado” ou intimidado por Moscou. Ela afirmou que a eleição demonstrou a capacidade das instituições moldavas e a dedicação do povo em resistir às pressões externas. Com mais de 99,9% das urnas apuradas, o partido de Sandu, Ação e Solidariedade (PAS), garantiu 55 das 101 cadeiras no parlamento.
Reações internacionais
A vitória de Sandu foi celebrada por líderes europeus. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, parabenizou o povo moldavo por sua escolha clara: “Europa, democracia, liberdade”. O presidente francês, Emmanuel Macron, também expressou apoio ao projeto europeu da Moldávia.
Interferência russa
As eleições foram marcadas por alegações de interferência russa. As autoridades moldavas acusaram Moscou de financiar partidos pró-russos, esquemas de compra de votos e campanhas de propaganda anti-ocidentais. Dois partidos pró-russos foram impedidos de participar da eleição devido a irregularidades financeiras.
Desdobramentos futuros
O caminho para a adesão à UE ainda é incerto. A Moldávia precisa implementar uma série de reformas e resolver a questão da Transnístria, uma região separatista onde estão estacionados 1.500 soldados russos. A presidente Sandu agora enfrenta o desafio de fortalecer a economia do país, que ainda sofre com inflação alta, emigração e crescimento modesto do PIB.
O que está em jogo
A eleição moldava é um marco significativo na história do país, que desde a independência em 1991 tem oscilado entre aproximação com a UE e relações com a Rússia. A vitória de Sandu representa um passo importante para a Moldávia se distanciar da influência russa e se aproximar da Europa.
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