- O Irã executou Bahman Choobiasl, acusado de espionagem para Israel, em meio a crescentes tensões entre os dois países.
- A execução faz parte de uma onda de execuções que aumentou após a reimposição de sanções da ONU e da União Europeia.
- Choobiasl era descrito como um espião “mais confiável” do Mossad, trabalhando em projetos sensíveis de telecomunicações.
- A ONU e especialistas em direitos humanos criticaram severamente as execuções em massa do Irã.
- O Irã já havia executado nove pessoas por espionagem desde junho, em meio a uma guerra aérea e lançamento de mísseis entre o Irã e Israel.
O Irã executou Bahman Choobiasl, acusado de espionagem para Israel, em uma onda de execuções que aumentou após a reimposição de sanções da ONU e da União Europeia. Choobiasl foi descrito como um espião “mais confiável” do Mossad e trabalhava em projetos sensíveis de telecomunicações. A execução ocorreu em meio a crescentes tensões entre o Irã e Israel, que inclui uma guerra aérea e lançamento de mísseis.
A escala das execuções no Irã é impressionante e representa uma grave violação do direito à vida, afirmaram especialistas independentes em direitos humanos das Nações Unidas. Com uma média de mais de nove enforcamentos por dia nas últimas semanas, o Irã parece estar realizando execuções em escala industrial que desafiam todos os padrões aceitos de proteção dos direitos humanos.
O Irã já havia executado nove pessoas por espionagem desde junho, em meio a crescentes tensões com Israel, que inclui uma guerra aérea e lançamento de mísseis. O país também enfrenta protestos internos e sanções internacionais por seu programa nuclear.
O Irã é conhecido por ter enforcado nove pessoas por espionagem desde junho. Israel travou uma guerra aérea com o Irã, matando cerca de 1.100 pessoas, incluindo muitos comandantes militares. O Irã lançou uma série de mísseis contra Israel em resposta.
Aumento das Execuções
O Irã realiza regularmente julgamentos a portas fechadas de pessoas acusadas de espionagem, com os suspeitos muitas vezes sem acesso às provas contra eles. Em resposta a esses protestos e à guerra de junho, o Irã tem executado prisioneiros a um ritmo nunca visto desde 1988, quando executou milhares no final da guerra Irã-Iraque.
Protestos e Reações Internacionais
O Irã enfrentou vários protestos em todo o país nos últimos anos, alimentados pela raiva em relação à economia, pelas reivindicações pelos direitos das mulheres e pelos apelos para que a teocracia do país mude. O grupo Iran Human Rights, com sede em Oslo, e o Abdorrahman Boroumand Center for Human Rights in Iran, com sede em Washington, estimam que o número de pessoas executadas em 2025 seja superior a 1.000, observando que o número pode ser maior, pois o Irã não divulga cada execução.
Críticas de Direitos Humanos
Especialistas independentes em direitos humanos das Nações Unidas também criticaram as execuções do Irã na segunda-feira. “Com uma média de mais de nove enforcamentos por dia nas últimas semanas, o Irã parece estar realizando execuções em escala industrial que desafiam todos os padrões aceitos de proteção dos direitos humanos”, afirmaram os especialistas.
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