- Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, assinou um decreto de “comoção externa” que lhe concede poderes especiais em caso de uma possível incursão militar externa.
- A medida autoriza a mobilização das Forças Armadas, a tomada militar de serviços públicos e a garantia do funcionamento dos serviços públicos.
- O decreto tem vigência de 90 dias, podendo ser prorrogado por mais 90 dias.
- A mobilização da frota militar dos EUA no Caribe é vista pelo governo venezuelano como uma ameaça à sua soberania.
- Delcy Rodríguez, vice-presidente, afirmou que a medida é uma resposta à mobilização da frota militar dos EUA no Caribe.
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, assinou um decreto de “comoção externa” que lhe concede poderes especiais em caso de uma possível incursão militar externa. A medida, anunciada pela vice-presidente Delcy Rodríguez, autoriza a mobilização das Forças Armadas, a tomada militar de serviços públicos e a garantia do funcionamento dos serviços públicos. O decreto tem vigência de 90 dias, podendo ser prorrogado por mais 90 dias.
Contexto Internacional
A Venezuela tem enfrentado tensões internacionais, especialmente com os Estados Unidos, que tem uma postura crítica em relação ao governo de Maduro. Desde meados de agosto, há uma mobilização de uma frota militar dos EUA no Caribe, que Washington afirma ser para combater o tráfico de drogas, mas que o governo de Maduro alega ser uma tentativa de removê-lo do poder.
Declarações Oficiais
Delcy Rodríguez afirmou que a medida é uma resposta à mobilização da frota militar dos EUA no Caribe. “O que o governo dos Estados Unidos (EUA), o senhor da guerra Marco Rubio, está fazendo hoje contra a Venezuela é uma ameaça que é proibida pela Carta das Nações Unidas. E se eles se atreverem a atacar nosso país: decreto de comoção externa”, disse Delcy em reunião com diplomatas.
Impacto Nacional
O decreto de comoção externa permitirá a mobilização das Forças Armadas em todo o país, a tomada militar dos serviços públicos, a indústria de hidrocarbonetos e a garantia do pleno funcionamento dos serviços públicos. A medida também visa ativar a milícia no sistema integrado da nação.
Reações
O governo dos Estados Unidos não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o decreto de Maduro. A mobilização da frota militar no Caribe continua, com Washington insistindo que a ação é para combater o tráfico de drogas, enquanto o governo venezuelano vê isso como uma ameaça à sua soberania.
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