- A Global Sumud Flotilla (GSF), uma iniciativa pró-Palestina, relatou ter sido abordada e intimidada por navios da marinha israelense. A GSF, com cerca de 500 pessoas a bordo, incluindo Greta Thunberg e Ada Colau, teve seus sistemas de comunicação desativados.
- A Itália e a Grécia pediram que Israel garanta a segurança da flotilla. A Espanha recomendou que a flotilla não entrasse na zona de exclusão israelense por questões de segurança.
- Israel afirmou estar preparado para interceptar a flotilla. O governo italiano alertou que a missão poderia comprometer um recente acordo de paz entre Israel e Hamas.
- A flotilla foi atacada por drones na semana passada, causando danos menores, mas sem feridos. A marinha israelense afirmou estar preparada para interceptar as embarcações.
**Flotilha pró-Palestina é intimidada por navios israelenses**
A Global Sumud Flotilla (GSF), uma iniciativa pró-Palestina que busca desafiar o bloqueio naval de Israel sobre Gaza, relatou ter sido abordada e intimidada por navios da marinha israelense. A GSF, que carrega cerca de 500 pessoas, incluindo Greta Thunberg e Ada Colau, afirmou que um de seus navios principais teve seus sistemas de comunicação desativados.
**Abordagem e intimidação**
A GSF descreveu a operação como “intimidação”. Navios israelenses teriam circulado o navio principal por cerca de seis minutos e desativado seus sistemas de comunicação. Ativistas a bordo relataram que os navios israelenses se aproximaram a até 10 metros do navio.
**Reações internacionais**
A Itália e a Grécia reiteraram pedidos para que Israel garanta a segurança da flotilla. A Espanha, que inicialmente forneceu cobertura, recomendou que a flotilla não entrasse na zona de exclusão israelense por questões de segurança. O governo italiano alertou que a missão poderia comprometer um recente acordo de paz entre Israel e Hamas.
**Posição de Israel**
Israel afirmou estar preparado para interceptar a flotilla. O governo italiano tem repetidamente instado a flotilla a evitar confrontos com Israel e entregar a ajuda via portos israelenses ou cipriotas. No entanto, os ativistas insistem que sua operação não é sobre a ajuda, mas sobre desafiar o bloqueio “ilegal” de Israel sobre Gaza.
**Ajuda humanitária**
A GSF rejeitou a proposta italiana de descarregar a ajuda em Chipre, insistindo que seu objetivo é desafiar o bloqueio naval. O governo espanhol defendeu sua decisão de não entrar na zona de exclusão israelense, afirmando que a segurança dos envolvidos é prioridade.
**Ameaças e preparativos**
A flotilla foi atacada por drones na semana passada, que lançaram granadas de efeito moral e pó de picar, causando danos menores, mas sem feridos. A marinha israelense afirmou estar preparada para tomar controle das mais de 50 embarcações dentro de seu alcance de interceptação.
**Consequências potenciais**
A Itália e a Espanha alertaram que qualquer tentativa de quebrar o bloqueio poderia comprometer recentes iniciativas de paz entre Israel e Hamas. A ONU condenou o bloqueio naval de Israel como uma violação do direito internacional.
**Histórico do bloqueio**
O bloqueio naval de Israel sobre Gaza foi intensificado após o controle do Hamas em 2007 e mantido desde 2009. Tentativas anteriores de quebrar o bloqueio foram interrompidas pela força pelo exército israelense. Em 2010, 10 ativistas turcos foram mortos quando comandos israelenses invadiram o navio Mavi Marmara, que liderava uma flotilla de ajuda em direção a Gaza.
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