- A situação em Gaza se agravou após um ataque do Hamas, resultando em mortes e reféns, o que levou a uma resposta militar intensa de Israel.
- O plano de paz de Donald Trump foi aceito por Israel, mas o Hamas considera a proposta e exige revisões, especialmente sobre desarmamento.
- Trump estipulou um prazo de três a quatro dias para a resposta do Hamas, que enfrenta a escolha entre aceitar o plano ou enfrentar consequências severas.
- Pressões de Turquia e Qatar complicam a decisão do Hamas, que enfrenta divisões internas e resistência ao desarmamento.
- O grupo ainda opera em Gaza, mas enfrenta desafios, com a perda de líderes e destruição de infraestrutura, enquanto jovens membros preferem continuar a luta.
A situação em Gaza se intensificou após um ataque do Hamas, resultando em inúmeras mortes e reféns, o que levou a uma resposta militar devastadora de Israel. O plano de paz proposto por Donald Trump, que não contou com a consulta ao Hamas, foi aceito por Israel. Agora, o grupo considera aceitar a proposta, mas exige revisões significativas, especialmente sobre o desarmamento.
Analistas afirmam que o Hamas deve decidir rapidamente, já que Trump estipulou um prazo de três a quatro dias para a resposta ao seu plano de 20 pontos. O político palestino Mkhaimar Abusada destacou que a escolha do Hamas é entre “o ruim e o pior”. A recusa em aceitar o plano pode resultar em consequências severas, permitindo que Israel intensifique suas ações militares.
Pressões Externas e Divisões Internas
A pressão de Turquia e Qatar complicam a situação, enquanto a divisão interna do Hamas, com líderes em Istanbul, Doha e Gaza, dificulta a tomada de decisão. A exigência de desarmamento é um dos principais obstáculos, com fontes próximas ao grupo indicando que a entrega total das armas é inaceitável sem uma solução política clara.
Hugh Lovatt, do Conselho Europeu de Relações Exteriores, observa que a aceitação incondicional do plano é improvável. As condições incluem a liberação de todos os reféns israelenses em até 72 horas após um cessar-fogo e a retirada gradual das forças israelenses. Além disso, o Hamas poderia apresentar a libertação de prisioneiros palestinos como uma vitória significativa.
Desafios e Futuro do Hamas
O Hamas enfrenta desafios internos, incluindo a perda de líderes militares e a destruição de grande parte de sua infraestrutura. Um relatório revelou que 90% dos comandantes foram mortos e 97% dos foguetes destruídos. Apesar disso, o grupo ainda mantém operações de guerrilha e uma presença significativa em Gaza, especialmente em áreas como Gaza City e al-Mawasi.
A resistência interna ao plano de Trump é forte, com membros mais jovens do Hamas, especialmente da ala militar, inclinados a continuar a luta. Lovatt destaca que a mobilização de reservistas israelenses e a pressão internacional podem influenciar a estratégia do Hamas, que busca resistir e se adaptar às novas condições.
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