- Na manhã de 2 de outubro, forças navais israelenses interceptaram a Flotilha Global Sumud, que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza, resultando na captura de 11 brasileiros, incluindo a deputada federal Luizianne De Oliveira Lins e a vereadora de Campinas, Mariana Conti.
- O governo brasileiro expressou preocupação com a segurança dos cidadãos envolvidos e condenou a ação militar, ressaltando a violação de direitos humanos.
- O Movimento Global a Gaza informou que cerca de 443 voluntários de 47 países foram detidos e denunciou a falta de informações sobre o paradeiro dos capturados.
- O Ministério das Relações Exteriores do Brasil exigiu que Israel garanta a segurança dos detidos e destacou o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais.
- Outras embarcações também foram paradas, incluindo o navio Mikeno, que perdeu contato, e a embarcação Marinette, que continua em comunicação e transporta seis passageiros. A Embaixada em Tel Aviv está prestando assistência consular aos envolvidos.
Na manhã de 2 de outubro, forças navais israelenses interceptaram a Flotilha Global Sumud, que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza, resultando na captura de 11 brasileiros, entre eles a deputada federal Luizianne De Oliveira Lins (PT-CE) e a vereadora de Campinas, Mariana Conti (PSOL-SP). O governo brasileiro expressou preocupação com a segurança dos cidadãos envolvidos e condenou a ação militar, destacando a violação de direitos humanos.
O Movimento Global a Gaza, responsável pela flotilha, informou que cerca de 443 voluntários de 47 países foram detidos. O grupo denunciou a falta de acesso a informações sobre o paradeiro dos capturados, considerando a ação uma violação do direito internacional. “Este é um sequestro ilegal, em violação direta ao direito internacional e aos direitos humanos básicos”, destacou o comunicado do movimento.
Reação do Governo Brasileiro
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil manifestou sua preocupação em relação aos cidadãos brasileiros envolvidos na flotilha. O governo ressaltou o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais e exigiu que Israel garanta a segurança dos detidos. “A ação militar do governo de Israel coloca em risco a integridade física de manifestantes em ação pacífica”, afirmou o Itamaraty.
Além dos 11 brasileiros capturados, outras embarcações também foram paradas. O navio Mikeno, com bandeira francesa, perdeu contato e pode ter adentrado águas territoriais palestinas. Já a embarcação Marinette, sob bandeira polonesa, continua em comunicação e transporta seis passageiros. O governo brasileiro, por meio da Embaixada em Tel Aviv, está prestando assistência consular aos envolvidos, conforme prevê a Convenção de Viena sobre Relações Consulares.
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