- A Rússia realizou um ataque sem precedentes contra a infraestrutura energética da Ucrânia, disparando 381 drones e 35 mísseis.
- O principal alvo foi a estatal Naftogaz, com o intuito de desestabilizar o apoio popular ao governo ucraniano antes do inverno.
- O presidente da Naftogaz, Serhii Koretskyi, classificou a ação como “terror deliberado contra instalações civis”, visando privar os ucranianos de calor.
- Os danos ocorreram principalmente em Kharkiv e Poltava, afetando unidades de extração e processamento de gás.
- Em resposta, a Ucrânia lançou ataques aéreos contra alvos russos, incluindo uma refinaria e uma usina química, enquanto a Rússia afirmou ter abatido 20 drones ucranianos sobre o Mar Negro.
A Rússia lançou um ataque sem precedentes contra a infraestrutura energética da Ucrânia, disparando 381 drones e 35 mísseis em um esforço para desestabilizar o país antes do inverno. O alvo principal foi a estatal Naftogaz, com o objetivo de minar o apoio popular ao governo ucraniano em meio ao conflito que já dura três anos.
O presidente da Naftogaz, Serhii Koretskyi, denunciou a ação como “terror deliberado contra instalações civis”, afirmando que os ataques visam privar os ucranianos de calor durante a estação fria. Os danos ocorreram principalmente em Kharkiv e Poltava, onde unidades de extração e processamento foram severamente atingidas. O Ministério da Defesa russo confirmou a ofensiva, alegando que o ataque visava o “complexo militar-industrial” ucraniano.
Desde o início da guerra, em 2022, a Rússia tem intensificado os bombardeios à rede elétrica da Ucrânia, especialmente no inverno, em uma estratégia que Kiev classifica como uma tentativa de “transformar o frio em arma”. Além disso, a malha ferroviária também foi alvo de ataques, resultando em feridos, incluindo uma criança de 8 anos em Poltava.
Resposta Ucraniana
Em resposta, a Ucrânia lançou ataques aéreos contra alvos russos, incluindo a refinaria de Orsk e a usina química Azot em Berezniki, que interrompeu suas operações. As autoridades russas afirmaram ter abatido 20 drones ucranianos sobre o Mar Negro durante os confrontos. A escalada de violência e a crescente destruição da infraestrutura energética ressaltam a gravidade da situação no país.
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