- Ativistas da Global Sumud Flotilla, que buscavam levar ajuda humanitária a Gaza, foram detidos em Israel após a interceptação dos barcos. Entre os detidos, estão três neozelandeses.
- As condições de detenção são precárias, sem acesso a água potável ou representação legal. Os ativistas estão na Prisão de Ktzi’ot, no deserto do Negev.
- Famílias dos detidos expressaram preocupação com a saúde e segurança deles. Um dos pais relatou que seu filho está em uma cela superlotada e sem água.
- O governo da Nova Zelândia está prestando assistência consular aos cidadãos detidos. A ministra das Relações Exteriores criticou a decisão dos ativistas de participar da flotilha, mas reconheceu a responsabilidade do governo em proteger seus cidadãos.
- Israel negou as acusações de maus-tratos, afirmando que os direitos legais dos detidos estão sendo respeitados. A co-líder do Partido Verde da Nova Zelândia pediu ao governo que garanta a segurança dos ativistas. Mais de setenta ativistas de várias nacionalidades estão programados para serem deportados nos próximos dias.
Ativistas que participavam da Global Sumud Flotilla, com o intuito de levar ajuda humanitária a Gaza, enfrentam sérias dificuldades em Israel. Após a interceptação de todos os barcos por forças israelenses, os ocupantes foram detidos, incluindo três neozelandeses. As condições de detenção são precárias, sem acesso a água potável ou representação legal.
Os detidos estão em Ktzi’ot Prison, no deserto do Negev. As famílias expressaram preocupação com a saúde e segurança dos ativistas. Adrian Leason, pai de Samuel, um dos detidos, relatou que seu filho está em uma cela superlotada e sem água. Heba Hamida, irmã de Rana, mencionou uma lesão no ombro da ativista, mas não sabe como ocorreu.
Apoio Governamental
O governo da Nova Zelândia anunciou que está prestando assistência consular aos cidadãos detidos. A ministra das Relações Exteriores, Winston Peters, criticou a decisão dos ativistas de participar da flotilha, alegando que eles foram avisados sobre os riscos. A Nova Zelândia, segundo Peters, tem a obrigação de proteger seus cidadãos, mas também reconhece a complexidade da situação.
Israel negou as acusações de maus-tratos, afirmando que os direitos legais dos detidos estão sendo respeitados. Entretanto, a organização Adalah, que representa os ativistas, relatou casos de abuso e negação de tratamento médico. Uma mulher muçulmana foi supostamente forçada a remover o hijab, o que gerou indignação.
Reações e Consequências
A co-líder do Partido Verde da Nova Zelândia, Chlöe Swarbrick, pediu ao governo que tome uma posição firme em relação a Israel e garanta a segurança dos detidos. O primeiro-ministro, Christopher Luxon, afirmou que a segurança dos neozelandeses é uma prioridade, mas evitou condenar diretamente a ação de Israel. Mais de 70 ativistas de diversas nacionalidades estão programados para serem deportados nos próximos dias, enquanto as famílias aguardam ansiosamente por notícias.
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