- Em 7 de outubro de 2023, Israel foi atacado, resultando em uma guerra prolongada com o Hamas.
- Dois anos após os ataques, diretores de museus israelenses relatam “completa isolação” devido à falta de apoio internacional e dificuldades em colaborações.
- As instituições estão focadas em documentar a realidade da guerra e apoiar artistas locais, lidando com o trauma nacional.
- Tania Coen-Uzzielli, diretora do Museu de Arte de Tel Aviv, destaca o “silêncio ensurdecedor” da arte mundial e a suspensão da maioria das colaborações internacionais.
- Diretores de museus esperam retomar relações internacionais após o fim da guerra, enquanto enfrentam preocupações sobre o ressurgimento do antissemitismo.
Em 7 de outubro de 2023, Israel foi alvo de um ataque devastador que resultou em uma guerra prolongada com o Hamas. Dois anos após os ataques, diretores de museus israelenses relatam uma “completa isolação” devido à falta de apoio internacional e dificuldades em manter colaborações. As instituições estão focadas em documentar a realidade da guerra e apoiar artistas locais enquanto lidam com o trauma nacional.
Tania Coen-Uzzielli, diretora do Museu de Arte de Tel Aviv, destaca que a arte mundial permanece em um “silêncio ensurdecedor”. A maioria das colaborações internacionais foi suspensa ou cancelada, e o museu, conhecido por seu ativismo político, tem enfrentado críticas de diferentes lados. “Podemos falar sobre a dor do outro e a nossa dor”, afirma Coen-Uzzielli, ressaltando a importância de abordar as complexidades do conflito.
Desafios e Resiliência
O Museu da Cidade de Tel Aviv, dirigido por Michal Baharav Uzrad, também se adaptou rapidamente após os ataques. O foco passou a ser a documentação da vida na cidade durante a guerra e o suporte a artistas em dificuldades financeiras. “Manter um museu aberto sob tais circunstâncias é um ato de responsabilidade e esperança”, afirma Uzrad, que lamenta a falta de apoio internacional.
Em Jerusalém, a Biblioteca Nacional de Israel, que estava se preparando para uma grande inauguração, teve que desmantelar exposições e proteger suas coleções. Apesar dos desafios, a biblioteca reabriu em outubro de 2023, demonstrando resiliência ao oferecer serviços à comunidade.
O Futuro das Colaborações
Suzanne Landau, nova diretora do Museu de Israel, relatou que a colaboração internacional se tornou extremamente difícil. “Estamos em completa isolação”, disse, enfatizando que não pode solicitar empréstimos de obras. O museu tem se reinventado, focando em suas coleções e oferecendo terapia artística para aqueles afetados pelo estresse pós-traumático.
Os diretores esperam que, após o fim da guerra, seja possível retomar as relações internacionais. A sensação de que o antissemitismo está ressurgindo também preocupa Coen-Uzzielli, que observa que as críticas a Israel frequentemente se confundem com preconceitos. A luta pela sobrevivência cultural continua em meio a um contexto de tensão e incertezas.
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