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Diretores de museus israelenses enfrentam isolamento completo após ataques de outubro

Museus israelenses enfrentam isolamento e dificuldades após ataques de outubro de 2023, enquanto buscam documentar a guerra e apoiar artistas locais

Protesters in Habima Square, also known as Hostages Square, a public plaza located in front of the Tel Aviv Museum of Art, hold up an Israeli flag featuring photos of the hostages held in Gaza, demanding their return. Photo: Yair Palti/Anadolu via Getty Images. © 2025 Anadolu
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  • Em 7 de outubro de 2023, Israel foi atacado, resultando em uma guerra prolongada com o Hamas.
  • Dois anos após os ataques, diretores de museus israelenses relatam “completa isolação” devido à falta de apoio internacional e dificuldades em colaborações.
  • As instituições estão focadas em documentar a realidade da guerra e apoiar artistas locais, lidando com o trauma nacional.
  • Tania Coen-Uzzielli, diretora do Museu de Arte de Tel Aviv, destaca o “silêncio ensurdecedor” da arte mundial e a suspensão da maioria das colaborações internacionais.
  • Diretores de museus esperam retomar relações internacionais após o fim da guerra, enquanto enfrentam preocupações sobre o ressurgimento do antissemitismo.

Em 7 de outubro de 2023, Israel foi alvo de um ataque devastador que resultou em uma guerra prolongada com o Hamas. Dois anos após os ataques, diretores de museus israelenses relatam uma “completa isolação” devido à falta de apoio internacional e dificuldades em manter colaborações. As instituições estão focadas em documentar a realidade da guerra e apoiar artistas locais enquanto lidam com o trauma nacional.

Tania Coen-Uzzielli, diretora do Museu de Arte de Tel Aviv, destaca que a arte mundial permanece em um “silêncio ensurdecedor”. A maioria das colaborações internacionais foi suspensa ou cancelada, e o museu, conhecido por seu ativismo político, tem enfrentado críticas de diferentes lados. “Podemos falar sobre a dor do outro e a nossa dor”, afirma Coen-Uzzielli, ressaltando a importância de abordar as complexidades do conflito.

Desafios e Resiliência

O Museu da Cidade de Tel Aviv, dirigido por Michal Baharav Uzrad, também se adaptou rapidamente após os ataques. O foco passou a ser a documentação da vida na cidade durante a guerra e o suporte a artistas em dificuldades financeiras. “Manter um museu aberto sob tais circunstâncias é um ato de responsabilidade e esperança”, afirma Uzrad, que lamenta a falta de apoio internacional.

Em Jerusalém, a Biblioteca Nacional de Israel, que estava se preparando para uma grande inauguração, teve que desmantelar exposições e proteger suas coleções. Apesar dos desafios, a biblioteca reabriu em outubro de 2023, demonstrando resiliência ao oferecer serviços à comunidade.

O Futuro das Colaborações

Suzanne Landau, nova diretora do Museu de Israel, relatou que a colaboração internacional se tornou extremamente difícil. “Estamos em completa isolação”, disse, enfatizando que não pode solicitar empréstimos de obras. O museu tem se reinventado, focando em suas coleções e oferecendo terapia artística para aqueles afetados pelo estresse pós-traumático.

Os diretores esperam que, após o fim da guerra, seja possível retomar as relações internacionais. A sensação de que o antissemitismo está ressurgindo também preocupa Coen-Uzzielli, que observa que as críticas a Israel frequentemente se confundem com preconceitos. A luta pela sobrevivência cultural continua em meio a um contexto de tensão e incertezas.

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