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Carla Zambelli anuncia greve de fome em carta a ministro italiano

Carla Zambelli inicia greve de fome após Corte de Cassação italiana manter prisão; perita atesta saúde compatível com regime fechado

Espero que o senhor não seja outro romano a lavar suas mãos, disse a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) em carta ao ministro da justiça italiano, Carlo Nordio. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
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  • Zambelli anunciou greve de fome em carta ao ministro italiano Carlo Nordio, após a Corte de Cassação Italiana manter a prisão, alegando que sua saúde mental e neurológica não foram consideradas.
  • A Corte de Cassação manteve a prisão em decisão proferida em 8 de outubro de 2025; a deputada federal é condenada no Brasil a 10 anos de prisão por suposto envolvimento no ataque ao CNJ, com participação na contratação do hacker Walter Delgatti Neto.
  • A prisão foi efetivada após o Brasil solicitar extradição, com o nome da deputada incluído na Interpol.
  • A perita médica Edy Febi concluiu que a saúde da deputada permite prisão em regime fechado; o advogado Fábio Pagnozzi informou que ela já sofreu queda durante greve de fome anterior.
  • O caso expõe tensões entre Brasil e Itália, com Zambelli negando as acusações e questionando a legitimidade das decisões judiciais; a autodefesa envolve críticas a políticas associadas a autoridades brasileiras, incluindo o ministro Alexandre de Moraes.

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) anunciou uma greve de fome em carta ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, após a Corte de Cassação Italiana decidir pela manutenção de sua prisão. Zambelli, que já havia sido condenada a 10 anos de prisão no Brasil por suposto envolvimento em um ataque ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), alega que sua saúde mental e neurológica não foi devidamente considerada na decisão judicial.

A decisão da corte italiana ocorreu no dia 8 de outubro de 2025, e a deputada criticou o alinhamento político de Nordio, associando-o a uma suposta política de aliança com países considerados autoritários, como Irã e Venezuela. Em sua carta, Zambelli menciona que os Estados Unidos já reconheceram o ministro Alexandre de Moraes, do STF, como um violador de direitos humanos, incluindo-o na lista de sancionados pela Lei Magnitsky.

Detalhes da Prisão

A prisão de Zambelli foi efetivada após o Brasil solicitar sua extradição, com o nome da deputada incluído na Interpol. A condenação, proferida em maio de 2025, se baseou em provas que indicam sua participação na contratação do hacker Walter Delgatti Neto para invadir sistemas do CNJ. A defesa de Zambelli argumenta que não há evidências concretas de sua participação e que a condenação foi injusta, citando a falta de oportunidade para sustentar oralmente sua defesa.

A perita médica do tribunal, Edy Febi, concluiu que a condição de saúde da deputada é compatível com prisão em regime fechado, desconsiderando alegações de distúrbios psiquiátricos graves. Zambelli já havia tentado protestar por meio de greves de fome anteriormente, e seu advogado, Fábio Pagnozzi, relatou que a deputada sofreu uma queda durante um desses protestos.

Contexto Político

A situação de Zambelli reflete tensões políticas entre Brasil e Itália, especialmente em relação ao tratamento de figuras públicas envolvidas em controvérsias. A deputada, que nega as acusações, continua a buscar apoio e questionar a legitimidade das decisões judiciais que a afetaram, destacando a complexidade do caso que envolve questões de direitos humanos e justiça internacional.

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