- A primeira fase do acordo entre Israel e Hamas, mediado pelo Egito, entrou em vigor em 8 de outubro de 2025, prevendo a troca de 48 rehenes israelenses por 2.000 prisioneiros palestinos e um recuo técnico das tropas israelenses.
- Apesar da expectativa, a população de Gaza permanece cética quanto à continuidade do acordo, temendo que a paz seja rompida e que a reconstrução seja dificultada.
- Alaa Sbaih, 25 anos, publicou foto de sua casa destruída por ataque e disse: “Aqui a esperança foi assassinada muitas vezes”.
- Fidaa al Araj, psicóloga de 40 anos, afirmou que quase ninguém acredita em um alto fogo definitivo.
- Há celebração por um alívio temporário, mas cautela entre moradores; Khalil Abu Shammala, ex-diretor da organização não governamental Addameer, destacou que a guerra pode recomeçar a qualquer momento, e redes sociais mostraram crianças dançando, enquanto Faiza, mãe que enviou filhos ao Egito, teme que a queda seja mais dolorosa se algo der errado.
A primeira fase do acordo entre Israel e Hamás, mediada pelo Egito, entrou em vigor nesta quarta-feira, 8 de outubro de 2025. O pacto prevê a troca de 48 rehenes israelenses por 2.000 prisioneiros palestinos e um leve recuo técnico das tropas israelenses. Apesar da expectativa, a população de Gaza permanece cética quanto à continuidade do acordo, temendo que a paz seja novamente rompida.
Alaa Sbaih, uma jovem de 25 anos, compartilhou uma foto de sua casa destruída por um ataque militar. “Aqui a esperança foi assassinada muitas vezes”, lamentou. O sentimento de desconfiança é amplamente compartilhado entre os gazatíes, que recordam promessas não cumpridas e a recente violação de um cessar-fogo em março. Fidaa al Araj, psicóloga de 40 anos, ressaltou que “quase ninguém acredita em um alto fogo definitivo”.
Reações na População
Enquanto alguns celebram a possibilidade de um alívio temporário, outros permanecem cautelosos. Khalil Abu Shammala, ex-diretor da ONG Addameer, observou a mistura de alegria e alívio nas ruas, mas ressaltou que a guerra pode recomeçar a qualquer momento. “A felicidade é, em essência, a de ter sobrevivido”, afirmou.
As redes sociais foram inundadas com imagens de crianças dançando, simbolizando um raro momento de alegria em meio à devastação. Contudo, o futuro permanece incerto. Faiza, uma mãe que conseguiu enviar seus filhos para o Egito, expressou sua angústia: “Temo que a queda seja mais dolorosa se algo der errado”.
Desafios à Frente
A reconstrução e a normalização da vida em Gaza são questionáveis. A população teme que Israel utilize a fase de reconstrução para pressionar os palestinos a migrarem. Alaa e outros gazatíes enfrentam a dura realidade de que muitos não têm para onde voltar, devido à destruição generalizada.
O acordo representa uma oportunidade, mas a desconfiança é palpável. A situação em Gaza continua a ser marcada por incertezas, com a população aguardando ansiosamente por um futuro que se mostra cada vez mais distante.
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