- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou Antonio de Pádua Vieira Cavalcanti como o primeiro adido policial federal na Embaixada do Brasil em Pequim, com mandato até 2028 e possibilidade de prorrogação até 2029, além de direito a dois auxiliares chineses.
- Cavalcanti atuava como superintendente da Polícia Federal em Pernambuco e foi escolhido entre vinte e um candidatos.
- O adido terá funções de assessorar em assuntos de polícia judiciária, segurança pública e cooperação policial junto às representações diplomáticas; decreto determina que o adido não pode se manifestar politicamente sobre ações do Itamaraty.
- A nomeação ocorre no contexto de aproximação entre Brasil e China, com a China já sendo o principal parceiro comercial do país e a estratégia de estreitar laços após tensões comerciais com os Estados Unidos.
- Além das relações econômicas, o STF tem se aproximado da Suprema Corte da China por meio de acordo de cooperação técnica voltado ao uso de inteligência artificial; acordos de cooperação com o Partido Comunista Chinês também foram mencionados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou, nesta quarta-feira (8), Antonio de Pádua Vieira Cavalcanti como o primeiro adido policial federal na Embaixada do Brasil em Pequim. A decisão marca um novo capítulo na relação entre Brasil e China, que já é o principal parceiro comercial do país. Cavalcanti, que atuava como superintendente da Polícia Federal em Pernambuco, foi escolhido entre 21 candidatos e terá um mandato até 2028, com possibilidade de prorrogação até 2029.
O adido policial tem como função assessorar em assuntos de polícia judiciária, segurança pública e cooperação policial junto às representações diplomáticas. Um decreto assinado por Lula também estabelece que o adido não pode se manifestar politicamente sobre as ações do Itamaraty. Além disso, o cargo permite a contratação de dois auxiliares chineses.
Relação Brasil-China
A nomeação de Cavalcanti se insere em um contexto de aproximação entre Brasil e China, que se intensificou sob a administração de Lula. O Brasil já possui adidos em 33 países e a nova posição reflete uma estratégia de estreitar laços com a China, especialmente após tensões comerciais com os Estados Unidos, que impuseram tarifas elevadas ao Brasil.
Lula enfrenta críticas por seu alinhamento com a China e outros países do Sul Global. Em resposta, afirmou que o Brasil busca vender seus produtos para quem desejar comprá-los. Recentemente, o Partido dos Trabalhadores também assinou um acordo de cooperação com o Partido Comunista Chinês.
Cooperação Judicial
Além das relações comerciais, o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro tem se aproximado da suprema corte da China. Um acordo de cooperação técnica foi firmado, focando no uso de inteligência artificial nas instituições. Essa aproximação tem gerado debates sobre os impactos da influência chinesa no Brasil, especialmente em um momento em que a política externa do país está sob escrutínio.
Entre na conversa da comunidade