- O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, informou que 20 dos 48 reféns na Faixa de Gaza estão vivos e 28 morreram.
- O cessar-fogo entrou em vigor às 12h no horário local, aprovado pelo gabinete durante a madrugada, e tropas israelenses começaram a se reposicionar.
- Netanyahu disse que espera celebrar um dia de alegria nacional na noite de segunda-feira, 13 de outubro, coincidente com Simchat Torá.
- O acordo prevê a libertação de cerca de 2 mil prisioneiros palestinos; mulheres e crianças detidas em prisões israelenses devem ser libertadas.
- A passagem fronteiriça entre Gaza e Egito deverá ficar mais aberta para permitir fluxo de ajuda humanitária; negociações deixaram questões mais complexas para fases futuras.
O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, anunciou nesta sexta-feira, 10 de outubro, que 20 dos 48 reféns mantidos na Faixa de Gaza estão vivos, enquanto 28 já faleceram. A declaração ocorreu após a entrada em vigor de um acordo de trégua entre Israel e o grupo terrorista Hamas, que visa a libertação de reféns e prisioneiros, além de permitir a passagem de ajuda humanitária.
O cessar-fogo, que começou às 12h no horário local (6h no horário de Brasília), foi aprovado pelo gabinete de Netanyahu durante a madrugada. As tropas israelenses começaram a se reposicionar nas linhas acordadas, marcando um passo significativo para o fim de um conflito de dois anos que desestabilizou a região. Netanyahu expressou a esperança de que o país celebre um “dia de alegria nacional” na noite de segunda-feira, 13, coincidente com a festividade judaica do Simchat Torá.
Expectativas de Liberação e Ajuda Humanitária
O acordo inclui a expectativa de que Israel libere cerca de 2 mil prisioneiros palestinos. Khalil al-Hayya, líder do gabinete político do Hamas, confirmou que todas as mulheres e crianças detidas em prisões israelenses também serão libertadas. Além disso, a passagem de fronteira entre Gaza e Egito será facilitada, permitindo um fluxo significativo de ajuda humanitária para a região.
As negociações em torno do acordo de trégua abordam apenas alguns dos pontos de um plano proposto anteriormente pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As questões mais complexas, no entanto, foram deixadas para discussões futuras, o que indica que o caminho para a paz ainda pode ser desafiador.
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