Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Extrema direita europeia segue Trump e pede que Antifa seja declarada terrorista

79 eurodeputados de 20 países apoiam proposta de Tom Vandendriessche para declarar antifa terrorista na UE; Hungria passa por novo teste de imunidade

Donald Trump speaking at a roundtable about antifa at the White House last week. Photograph: Jim Watson/AFP/Getty Images
0:00
Carregando...
0:00
  • A ideia de designar a antifa como organização terrorista ganhou força na Europa após o anúncio de Donald Trump, com a Holanda aprovando resolução e Viktor Orbán sinalizando que faria o mesmo, refletindo alinhamento entre direita europeia e ex-presidente americano.
  • Na última semana, 79 eurodeputados de 20 países apoiaram o texto apresentado pelo eurodeputado Tom Vandendriessche, do Vlaams Belang, que pede a classificação da antifa como terrorista na União Europeia. O movimento é descrito por apoiadores como rede internacional que ameaça a ordem pública.
  • Especialistas apontam que a antifa é mais um movimento difuso do que uma organização estruturada; a Europol não utiliza esse termo em relatórios recentes de terrorismo, destacando a ausência de evidências que embasem a designação.
  • A eurodeputada italiana Ilaria Salis, acusada de agressão por suposta agressão a simpatizantes da extrema-direita, sobreviveu a uma tentativa de remoção de imunidade na Hungria; Salis afirma que o uso do termo antifa pelo governo húngaro visa estigmatizar dissidentes.
  • O debate reforça a estratégia da direita radical de mobilizar suas bases e reforçar a coesão interna, alimentando uma visão de guerra cultural promovida por Trump e aliados para polarizar sociedades europeias.

A recente proposta de designar a antifa como organização terrorista ganhou força na Europa após um anúncio de Donald Trump, que motivou reações de aliados no continente. O parlamento da Holanda aprovou uma resolução pedindo essa classificação, enquanto o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, indicou que seguiria o mesmo caminho. Essas movimentações refletem um alinhamento crescente entre a extrema-direita europeia e o ex-presidente dos EUA.

Na última semana, 79 eurodeputados de 20 países apoiaram um texto apresentado pelo eurodeputado Tom Vandendriessche, do Vlaams Belang, que pede a declaração da antifa como terrorista na União Europeia. O movimento, que é considerado por especialistas como uma rede difusa e sem estrutura formal, está sendo retratado por políticos como uma “rede internacional” que ameaça a ordem pública.

Reações e Implicações

O uso do termo “antifa” por governos como o da Hungria, que a classifica como uma organização terrorista de esquerda, gera controvérsias. Especialistas afirmam que essa designação pode ser utilizada de forma politicamente motivada, visando silenciar dissidentes. A Europol, agência de segurança da UE, não utiliza o termo em seus relatórios recentes sobre terrorismo, ressaltando a falta de evidências concretas que sustentem essa classificação.

Em meio a esse cenário, a eurodeputada italiana Ilaria Salis, que foi acusada de agressão por supostamente atacar simpatizantes da extrema-direita, sobreviveu a uma tentativa de remoção de imunidade na Hungria. Salis afirma que a utilização do termo “antifa” pelo governo húngaro visa estigmatizar aqueles que se opõem ao regime.

A crescente ênfase na antifa como um adversário político em várias nações europeias reflete uma estratégia da direita radical, que busca mobilizar suas bases e reforçar a coesão interna. Essa dinâmica, segundo analistas, ecoa uma guerra cultural promovida por Trump e seus aliados, que buscam polarizar ainda mais as sociedades europeias.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais