- Milhares de pessoas participaram de protestos pró-Palestina em várias cidades australianas no último domingo, 12 de outubro de 2025, incluindo Sydney (cerca de 30.000 manifestantes) após um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos; na cidade, houve uma decisão judicial que impediu uma manifestação na Opera House.
- Os ultraje por Gaza marcaram também Melbourne, Brisbane e Perth, com os organizadores dizendo que manterão a luta pela autodeterminação palestina e pela ajuda humanitária, em meio ao calendário de duas décadas de violência na região desde os ataques de Hamas em 7 de outubro de 2023.
- A polícia de Nova Gales do Sul informou cerca de 8.000 participantes em Sydney e não registrou incidentes significativos durante as manifestações.
- Organizadores, incluindo Josh Lees, ressaltaram a continuidade dos protestos e a participação em eventos como Unite Against Racism, para pressionar o governo australiano a adotar postura mais firme em relação a Israel.
- Vozes da comunidade destacaram sentimentos ambíguos entre otimismo com o cessar-fogo e ceticismo quanto à sua eficácia; Shamikh Badra, Palestino australiano, mencionou a situação da família em Gaza; Surya McEwen, sobrevivente que foi detido em Israel, pediu mais informações sobre o acordo; a deputada Jenny Leong alertou sobre o risco de futuras decisões de líderes internacionais influenciarem o destino do povo palestino.
Milhares de pessoas participaram de protestos pró-Palestina em várias cidades australianas no último domingo, 12 de outubro de 2025. Os eventos ocorreram após um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, que trouxe novas esperanças para a região. Em Sydney, a Palestine Action Group (PAG) estimou que cerca de 30.000 manifestantes marcharam, apesar de uma decisão judicial que impediu uma manifestação na icônica Opera House.
Os protestos também ocorreram em Melbourne, Brisbane e Perth, com o objetivo de marcar dois anos do aumento da violência em Gaza, que se intensificou após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. Os organizadores afirmaram que continuarão a lutar pela autodeterminação da Palestina e pela ajuda humanitária para Gaza. A polícia de Nova Gales do Sul reportou cerca de 8.000 participantes em Sydney, sem incidentes significativos.
Continuidade dos Protestos
Os organizadores, como Josh Lees, enfatizaram que a luta por uma Palestina livre e a pressão sobre o governo australiano para sancionar Israel continuarão. “Nós absolutamente vamos continuar a protestar”, afirmou Lees. Além disso, a PAG planeja participar de um evento chamado Unite Against Racism, em resposta a recentes manifestações de grupos anti-imigração.
Os sentimentos entre os manifestantes foram mistos; muitos expressaram otimismo em relação ao cessar-fogo, enquanto outros se mostraram céticos quanto à eficácia do acordo. Shamikh Badra, um palestino australiano, destacou suas preocupações sobre a situação de sua família em Gaza, onde sua mãe está sem acesso a cuidados médicos e seus parentes estão desaparecidos.
Vozes da Comunidade
O evento em Sydney contou com discursos de sobreviventes e familiares de vítimas. Um dos oradores, Surya McEwen, que foi detido em Israel, pediu mais informações sobre o acordo de cessar-fogo. Organizações internacionais, como Unrwa e Unicef, se preparam para entrar em Gaza, enquanto ativistas continuam a buscar formas de enviar ajuda humanitária.
A deputada do Partido Verde, Jenny Leong, também se manifestou, alertando para o perigo de um futuro em que líderes como Donald Trump determinem o destino do povo palestino. A mobilização dos protestos, segundo organizadores, tem despertado a consciência pública e a necessidade de resistência diante das tentativas de silenciar suas vozes.
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