- Lula, em Roma nesta segunda-feira, criticou ajustes fiscais que reduzem gastos sociais e pediu que países ricos aumentem recursos para combater a fome, durante a reunião do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e a abertura do Fórum Mundial da Alimentação.
- Ele ressaltou a falta de políticas públicas eficazes, criticou altos gastos militares e afirmou que ajustes fiscais não podem reduzir investimentos em desenvolvimento humano, lembrando que vivemos em um mundo hiperconectado e que a fome persiste.
- O presidente comparou os US$ 2,7 trilhões gastos em armamentos com a necessidade de custear três refeições diárias para todos, estimando que isso custaria US$ 315 bilhões, associando a fome a conflitos e a protecionismo que desestabilizam a produção.
- Também mencionou a queda de 23% na ajuda oficial ao desenvolvimento desde os níveis pré-pandêmicos, destacando o impacto nos países mais pobres, especialmente na África, onde a insegurança alimentar aumentou.
- Por fim, citou programas brasileiros de transferência de renda e agricultura familiar como exemplos de sucesso, pediu ampliar o financiamento ao desenvolvimento e melhorar sistemas tributários, e conectou fome às mudanças climáticas, destacando a COP 30 e a necessidade de garantir que nenhuma criança estude com fome, com acesso a crédito e assistência técnica.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta segunda-feira (13), em Roma, as medidas de ajuste fiscal que comprometem os gastos sociais e pediu que países ricos aumentem os recursos destinados ao combate à fome. Os comentários foram feitos durante sua participação na reunião do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e na abertura do Fórum Mundial da Alimentação.
Lula destacou a falta de políticas públicas efetivas para enfrentar a fome e criticou os altos gastos militares, ressaltando que “vivemos em um mundo hiperconectado”, mas a persistência da fome e da pobreza evidencia falhas na comunidade global. O presidente afirmou que ajustes fiscais não devem justificar a redução de investimentos em desenvolvimento humano.
Críticas aos Gastos Militares
Durante seus discursos, Lula comparou os gastos em programas sociais com os US$ 2,7 trilhões anuais destinados a armamentos, indicando que garantir três refeições diárias para todos custaria apenas US$ 315 bilhões. Ele enfatizou que a fome está ligada a conflitos armados e políticas protecionistas que desestabilizam a produção agrícola nos países em desenvolvimento.
Além disso, o presidente mencionou a queda de 23% na ajuda oficial ao desenvolvimento desde os níveis pré-pandêmicos, destacando que essa retração afeta severamente os países mais pobres, especialmente na África, onde a insegurança alimentar aumentou de forma alarmante.
Políticas Eficazes e a COP 30
Lula também citou os programas brasileiros de transferência de renda e agricultura familiar como exemplos de sucesso que ajudaram o Brasil a sair do Mapa da Fome da FAO. Ele defendeu a necessidade de ampliar o financiamento ao desenvolvimento e melhorar sistemas tributários.
Por fim, o presidente fez um paralelo entre a fome e as mudanças climáticas, reforçando que a segurança alimentar deve estar no centro das ações climáticas, especialmente com a COP 30 se aproximando. Ele concluiu que é necessário garantir que nenhuma criança estude com fome e que todos tenham acesso a crédito e assistência técnica.
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