- Governo da Nova Zelândia reduziu as metas de emissões de metano de 24–47% para 14–24% até 2050, em relação aos níveis de 2017.
- A medida inclui a exclusão de taxação sobre o metano agrícola, a revisão das metas de metano biogênico em 2040 e um investimento de NZ$ 400 milhões em tecnologias para reduzir essas emissões.
- Se 30% dos fazendeiros adotarem novas tecnologias até 2030, as emissões agrícolas podem cair até 14%.
- Especialistas alertam que não há garantia de eficácia a curto prazo para as soluções de metano biogênico; a agricultura representa quase 50% das emissões de gases de efeito estufa no país.
- Reações: Greenpeace acusa o governo de negar a realidade climática; Federated Farmers considera a redução necessária; advogada de Lawyers for Climate Action teme impacto na posição internacional do país.
O governo da Nova Zelândia anunciou uma redução nas metas de emissões de metano, passando de 24-47% para 14-24% até 2050, em comparação com os níveis de 2017. A decisão gerou críticas de ambientalistas e cientistas, que a consideraram “fraca” e “não ambiciosa”. A nova política foi bem recebida por agricultores, que enfrentavam pressões das metas anteriores.
A revisão das metas inclui a exclusão de taxação sobre o metano agrícola, uma medida que visava evitar o fechamento de fazendas. O governo também se comprometeu a revisar as metas de metano biogênico em 2040 e anunciou um investimento de NZ$400 milhões em tecnologias para reduzir essas emissões. Segundo o ministro de Mudanças Climáticas, Simon Watts, se 30% dos fazendeiros adotarem novas tecnologias até 2030, as emissões agrícolas podem cair até 14%.
Entretanto, especialistas, como o professor Ralph Sims da Massey University, alertam que não há garantias de que as soluções científicas para o metano biogênico, que incluem as emissões de gado, sejam eficazes a curto prazo. A agricultura representa quase 50% das emissões de gases de efeito estufa da Nova Zelândia, segundo dados governamentais.
Críticas e Apoios
Grupos de defesa ambiental, como o Greenpeace, acusaram o governo de “negar a realidade climática” com essa mudança. A ativista Amanda Larsson afirmou que o primeiro-ministro Christopher Luxon está priorizando lucros corporativos em detrimento do futuro das novas gerações. Por outro lado, a Federated Farmers of New Zealand considerou a redução das metas como algo “muito necessário”, destacando que as pressões sobre as famílias de agricultores estavam se tornando insustentáveis.
A nova abordagem pode impactar a imagem internacional da Nova Zelândia, que se posiciona como um país “limpo e verde”. A advogada Jocelyn Turnbull, do grupo Lawyers for Climate Action, expressou preocupações sobre como essa decisão pode afetar o status do país em fóruns globais sobre clima e meio ambiente.
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