- Madagascar vive turbulência política após fuga do presidente Andry Rajoelina, que deixou o país em avião militar francês horas antes de discursar, possivelmente com destino a Dubai, em acordo com o presidente francês Emmanuel Macron.
- Rajoelina governou entre dois mil e nove e dois mil e quatorze, retornando ao poder em dois mil e vinte e três; enfrenta insatisfação popular, com jovens ativistas da Gen Z protestando contra corrupção e pobreza, e a elite militar Capsat deixando de apoiá-lo.
- Os protestos começaram após a prisão de dois políticos em dezenove de setembro, que planejavam uma manifestação contra falhas de energia e água; a violência aumentou e houve vinte e dois mortos, segundo a Organização das Nações Unidas, — números contestados pelo governo.
- Em vídeo, soldados da Capsat pedem adesão do corpo militar contra ordens superiores para atirar em compatriotas; a Gen Z se recusa a dialogar com o presidente.
- A fuga do presidente deixou o futuro incerto e intensificou a crise, com população pressionando por mudanças e justiça.
Madagascar vive um momento de turbulência política após a fuga do presidente Andry Rajoelina. O mandatário deixou o país em um avião militar francês, horas antes de um discurso programado para a população, possivelmente com destino a Dubai. A evacuação ocorreu após um acordo com o presidente francês Emmanuel Macron.
Rajoelina, que governou de 2009 a 2014 e retornou ao poder em 2023, enfrenta uma crescente insatisfação popular. Jovens ativistas, conhecidos como Gen Z, protestam contra a corrupção e a pobreza, exigindo sua saída. A elite militar Capsat, que antes apoiava Rajoelina, também se juntou aos manifestantes, enfraquecendo ainda mais sua posição.
Crise e Protestos
Os protestos começaram após a prisão de dois políticos em 19 de setembro, que planejavam uma manifestação contra as constantes falhas de energia e água no país. Desde então, a violência aumentou, resultando em pelo menos 22 mortes, segundo a ONU, embora Rajoelina conteste esses números, afirmando que apenas 12 pessoas morreram, todas supostamente envolvidas em atividades criminosas.
Os soldados da Capsat, em um vídeo nas redes sociais, pediram ao corpo militar que se unisse contra ordens superiores que os instruíam a atirar em seus compatriotas. A situação se agravou com a recusa do movimento Gen Z em dialogar com o presidente, reforçando a pressão sobre Rajoelina.
A combinação de protestos, perda de apoio militar e a crescente pressão popular culminou na fuga do presidente, que agora enfrenta um futuro incerto. A crise política em Madagascar continua a se desenrolar, com a população clamando por mudanças e justiça.
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