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Palestinos libertados descrevem horrores da prisão israelense

Palestinos recém-libertados descrevem Nafha, no deserto de Negev, como regime de abusos: amarras, insultos, teargas, cães, celas para quatorze e fome prolongada

Mohammed al-Asaliya, 22, was held at Nafha prison in the Negev desert.
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  • Relatos de palestinos recém-libertados da prisão de Nafha, localizada no deserto do Negev, descrevem condições desumanas e abusos sistemáticos.
  • Mohammed al-Asaliya, 22 anos, aponta regime de tortura física e psicológica, com amarras nos pulsos e tornozelos e insultos.
  • Prisioneiros ficavam em células superlotadas, com até 14 homens em espaço projetado para cinco; havia recusa de alimentação por longos períodos e exposição a ruídos altos.
  • Condições sanitárias precárias resultaram em doenças fúngicas e ferimentos visíveis; agressões incluíam gás lacrimogêneo e balas de borracha, com entrada de soldados acompanhados de cães nas células.
  • Eyad Qaddih, diretor de relações públicas do hospital Nasser em Gaza, confirmou marcas de violência, hematomas, fraturas e sinais de desnutrição; autoridades israelenses não se manifestaram.

Relatos de palestinos recém-libertados da prisão de Nafha, localizada no deserto do Negev, revelam condições desumanas e abusos sistemáticos. Os ex-detentos, como Mohammed al-Asaliya, de 22 anos, descrevem um regime de tortura física e psicológica, incluindo amarras nos pulsos e tornozelos, além de insultos constantes.

Os depoimentos indicam que os prisioneiros enfrentavam células superlotadas, onde até 14 homens eram acomodados em espaços projetados para cinco. Além disso, a recusa de alimentação durante longos períodos e a exposição a ruídos altos foram citadas como métodos de tortura. As condições sanitárias precárias resultaram em doenças fúngicas e ferimentos visíveis nos corpos dos detentos.

Condições de Detenção

Radee, outro ex-prisioneiro, relatou que as agressões físicas eram parte de um regime de abuso programado. Ele mencionou o uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha como formas de intimidação. O tratamento violento incluía a entrada dos soldados nas celas acompanhados de cães, ordenando que os prisioneiros se deitassem no chão antes de serem agredidos.

Eyad Qaddih, diretor de relações públicas do hospital Nasser em Gaza, onde os prisioneiros foram atendidos após a libertação, confirmou a presença de marcas de violência nos corpos dos detentos. Ele destacou a gravidade das lesões, que incluíam hematomas, fraturas e ferimentos resultantes de agressões. A falta de alimentação adequada também era evidente, com muitos prisioneiros apresentando sinais de desnutrição.

Denúncias de Tortura

Esses relatos se somam a uma longa história de denúncias sobre a brutalidade nas prisões israelenses, intensificando a preocupação com os direitos humanos na região. As condições descritas pelos libertados de Nafha refletem um padrão de tratamento que muitos consideram uma violação dos direitos fundamentais. As autoridades israelenses ainda não se manifestaram sobre as alegações apresentadas pelos ex-detentos.

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