- A União Europeia pretende ter o sistema antidrones funcionando a pleno até o final de 2027, como parte de uma estratégia de defesa mais robusta diante de ameaças e do backdrop geopolítico instável, conforme a Comissão Europeia sob liderança de Ursula von der Leyen.
- O plano envolve detecção, rastreamento e neutralização de drones, com cooperação transatlântica com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A vigilância do flanco oriental deve operar até 2028 para proteger fronteiras e infraestrutura crítica, como aeroportos, após recentes incidentes com drones na Dinamarca, Noruega e Alemanha.
- As capacidades serão desenvolvidas como sistemas multicamadas, com interoperabilidade entre frentes, incluindo proteção contra criminalidade organizada e militarização da migração. A meta é que pelo menos quarenta por cento das aquisições de defesa sejam feitas de forma conjunta até 2027.
- O sistema antidrones é um dos pilares da estratégia de defesa da União Europeia, que adota uma abordagem de cinquenta e sessenta graus (defesa integrada) para enfrentar riscos em todos os lados e antecipar crises geopolíticas.
- A iniciativa será discutida em cúpula com os chefes de Estado e de governo dos vinte e sete Estados-membros, com a Comissão devendo apresentar detalhes sobre implementação e próximos passos.
A União Europeia (UE) está intensificando seus esforços para implementar um sistema antidrones abrangente até o final de 2027. O objetivo é fortalecer a defesa da região frente a diversas ameaças, especialmente em um contexto geopolítico instável, marcado pela crescente utilização de drones na guerra híbrida da Rússia. A Comissão Europeia, liderada por Ursula von der Leyen, delineou essa estratégia em uma nova folha de rota.
O plano prevê a criação de um sistema que abranja detecção, rastreamento e neutralização de drones, além de promover uma cooperação transatlântica com a OTAN. A vigilância do flanco oriental da UE deverá estar em operação até 2028, visando proteger as fronteiras e a infraestrutura crítica, como aeroportos, que recentemente sofreram com incursões de drones na Dinamarca, Noruega e Alemanha.
Estrutura e Implementação
As capacidades antidrones serão desenvolvidas como sistemas multicamadas tecnologicamente avançados, com interoperabilidade para operar em diferentes frentes. O projeto também inclui a proteção contra ameaças comuns, como a criminalidade organizada e a militarização da migração. A meta é que pelo menos 40% das aquisições de defesa sejam realizadas de forma conjunta até 2027.
Além disso, o sistema antidrones será um dos principais pilares da estratégia de defesa da UE, que busca uma abordagem de 360 graus para enfrentar riscos em todos os flancos. O documento da Comissão Europeia destaca a necessidade de uma defesa integrada que não apenas reaja a ameaças, mas que também antecipe crises geopolíticas emergentes.
Essa iniciativa será discutida em uma cúpula com os líderes dos 27 Estados-membros, onde se espera que a Comissão apresente mais detalhes sobre a implementação e os próximos passos da estratégia.
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