- Ken McCallum, diretor-geral do MI5, expressou frustração após a Crown Prosecution Service abandonar a acusação contra Christopher Cash e Christopher Berry por espionagem a favor da China.
- A decisão baseou-se no Official Secrets Act de 1911; a CPS não conseguiu apresentar provas de que a China representava uma ameaça iminente, ainda que as acusações tenham sido apresentadas em abril de 2024.
- McCallum afirmou que “nunca recuará” na luta contra as ameaças à segurança nacional, ressaltando que o MI5 interrompeu atividades suspeitas mesmo com o encerramento do caso.
- O diretor citou um aumento de 35% no número de investigações relacionadas a ameaças estatais no último ano e mencionou operação de desvio ligada à espionagem chinesa, sem envolver o Parlamento.
- Comentou sobre a relação bilateral com a China, dizendo que a política externa é competência do governo, enquanto o MI5 foca na missão de segurança; destacou um ambiente global mais hostil desde os ataques de 11 de setembro e que a principal ameaça no Reino Unido advém de indivíduos ou grupos radicais, exigindo vigilância constante.
Ken McCallum, diretor geral do MI5, expressou frustração após a decisão da Crown Prosecution Service (CPS) de abandonar a acusação contra Christopher Cash e Christopher Berry, acusados de espionagem em favor da China. A declaração ocorreu durante uma atualização anual sobre segurança nacional, onde McCallum reforçou o compromisso do MI5 em enfrentar as ameaças de Pequim, que considera uma preocupação constante para a segurança do Reino Unido.
O caso foi encerrado devido à falta de evidências suficientes, conforme exigido pelo Official Secrets Act de 1911. McCallum destacou que a CPS não conseguiu apresentar provas que caracterizassem a China como uma ameaça iminente, apesar de terem sido feitas acusações em abril de 2024. Ele afirmou que “nunca recuará” na luta contra as ameaças à segurança nacional e que a agência tem sido bem-sucedida em interromper atividades suspeitas.
Aumento das Ameaças
O diretor do MI5 também mencionou um aumento de 35% no número de investigações relacionadas a ameaças estatais no último ano. Recentemente, uma operação de desvio ligada à espionagem chinesa foi realizada, embora não tenha envolvido o Parlamento. McCallum enfatizou que, apesar da frustração com o encerramento do caso, o foco do MI5 permanece em proteger o Reino Unido.
Ele também comentou sobre a complexidade das relações bilaterais com a China, destacando que a política externa é uma questão para o governo, enquanto o MI5 se concentra em sua missão de segurança. O MI5 enfrenta um ambiente global mais hostil, forçando mudanças significativas em suas operações desde os ataques de 11 de setembro.
McCallum finalizou sua fala lamentando os ataques terroristas recentes, ressaltando que a principal ameaça no Reino Unido provém de indivíduos ou pequenos grupos radicalizados, destacando a necessidade de vigilância constante em um mundo cada vez mais complexo.
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