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Camboja acusa Tailândia de guerra psicológica na fronteira

Camboja acusa a Tailândia de guerra psicológica com sons assustadores e ruídos de aeronaves na fronteira; comissão de direitos humanos envia queixa à ONU

The Thai-Cambodian border. Cambodia has accused Thailand of psychological warfare along a disputed border.
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  • Camboja acusa Tailândia de realizar guerra psicológica na fronteira, com sons perturbadores transmitidos à noite, incluindo assovios e ruídos de aeronaves, provocando perturbação do sono e ansiedade entre civis.
  • Desde o cessar-fogo de julho, que encerrou um conflito com 38 mortes e mais de 300 mil deslocados, as relações entre os dois países seguem tensas. A Comissão de Direitos Humanos do Camboja pediu, em carta ao Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, investigação sobre a violação dos direitos humanos.
  • O ex-primeiro-ministro Hun Sen, atual presidente do Senado, divulgou nas redes sociais que os sons configuram intimidação psicológica e violam direitos humanos; moradores relatam efeito contínuo sobre o bem-estar físico e emocional.
  • O governo tailandês ainda não se pronunciou; Hun Sen informou que o tema foi levado ao conhecimento da Malásia, mediadora do cessar-fogo, por meio do ministro das Relações Exteriores cambojano.
  • Também há novas alegações de que Camboja estaria implantando minas terrestres na fronteira, com relatos de ferimentos a militares tailandeses; uma possível negociação formal pode ocorrer na cúpula da ASEAN na Malásia, ainda neste mês, para discutir um acordo de paz.

Camboja e Tailândia enfrentam um novo episódio de tensão na fronteira, com o Camboja acusando o vizinho de realizar guerra psicológica. Desde o cessar-fogo em julho, que encerrou um conflito que resultou em 38 mortes e mais de 300 mil deslocados, as relações entre os países continuam instáveis.

A Comissão de Direitos Humanos do Camboja relatou que soldados tailandeses têm transmitido sons perturbadores durante a noite, como assovios e ruídos de aeronaves, causando distúrbios no sono e ansiedade entre os civis. O ex-primeiro-ministro Hun Sen, atual presidente do Senado, denunciou a situação em uma postagem nas redes sociais, afirmando que o uso de tais sons constitui uma violação dos direitos humanos.

Em uma carta enviada ao Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, a comissão descreveu os sons como uma forma de intimidação psicológica. Os relatos de moradores indicam que as transmissões têm sido contínuas, provocando desconforto físico e emocional.

Reações e Desdobramentos

O governo tailandês ainda não se manifestou sobre as acusações. Além disso, Hun Sen mencionou que o ministro das Relações Exteriores do Camboja levantou o tema em conversas com a Malásia, que atuou como mediadora do cessar-fogo. A tensão se agrava com novas acusações de que o Camboja estaria implantando minas terrestres na fronteira, o que, segundo a Tailândia, resultou em ferimentos a soldados tailandeses.

Ambos os países concordaram em um cessar-fogo “imediato e incondicional” após negociações em julho, mas a situação continua a ser volátil. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também interveio, alertando que as negociações comerciais seriam suspensas se os conflitos não cessassem. Um acordo formal de paz pode ser discutido durante a cúpula da ASEAN na Malásia, prevista para este mês.

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