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Esperança entre ruínas Gaza: trabalhadores culturais reconstroem após cessar-fogo

Com o cessar-fogo, Gaza planeja reconstrução do patrimônio; World Bank estima 55% de danos e custo de $192 milhões, com Monastério de Saint Hilarion prioridade

Left: Al-Karama, Leena Majed Yassin's neighbourhood in Gaza, taken during the January 2025 Israel-Hamas ceasefire Right: the tent where Yassin and her family currently live Courtesy of Leena Majed Yassin
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  • Com o cessar-fogo entre Israel e Hamas, surge a fase de reconstrução em Gaza; o Banco Mundial estima que cinquenta e cinco por cento dos sites de patrimônio foram afetados, com custo de duzentas mil dólares setenta? (corrigir) — na prática: cerca de 192 milhões de dólares para a recuperação.
  • O Ministério de Turismo da Palestina planeja ações prioritárias, com foco no Monastério de Saint Hilarion; a primeira etapa é atualizar a avaliação de danos e iniciar obras de conservação emergenciais.
  • Leena Majed Yassin, arqueóloga formada, afirma que a paz precisa perdurar; a jovem teve estudos interrompidos, voltou a estudar online e ressalta dificuldades de infraestrutura local.
  • Majed Yassin também ressalta a importância de reconstruir áreas para que crianças voltem aos estudos e a vida cotidiana se normalize. Ações de reassentamento de trabalhadores também entram no foco.
  • Desafios persistem: áreas ainda inacessíveis, necessidade de reassentamento e impacto psicológico; a expectativa é de apoio internacional para a continuidade das obras.

Após meses de intensos bombardeios em Gaza, um novo cenário começa a se desenhar com o recente cessar-fogo entre Israel e Hamas. A trégua, que trouxe um alívio temporário, permitiu que os habitantes da região começassem a planejar a reconstrução de suas vidas e do patrimônio cultural, severamente danificado durante o conflito. A avaliação do Banco Mundial aponta que 55% dos sites de patrimônio em Gaza foram afetados, com um custo estimado de 192 milhões de dólares para a recuperação.

Leena Majed Yassin, uma jovem formada em arqueologia, expressa a esperança de que a paz perdure. “Estamos cansados de recomeçar do zero a cada vez”, afirma. A jovem, que teve seus estudos interrompidos pelo conflito, conseguiu retomar as aulas online, mas enfrenta dificuldades com a infraestrutura local. “Voltar não é apenas visitar; é tentar recuperar parte da minha vida que ficou presa entre os escombros”, diz Yassin.

Planos de Reconstrução

O Ministério de Turismo da Palestina está elaborando ações prioritárias, com foco na recuperação do Monastério de Saint Hilarion, um dos mais antigos do Oriente Médio. Jehad Yasin, diretor de escavações e museus do ministério, destaca que a primeira etapa será atualizar a avaliação de danos e iniciar obras de conservação emergenciais. “Estamos prontos para trabalhar em Gaza”, afirma.

Além disso, artistas como Majed Shala, co-fundador de um espaço de arte em Gaza, relatam a devastação em suas comunidades. Shala, que vive em um abrigo temporário, enfatiza a necessidade de reconstrução em todas as áreas para que a vida retorne ao normal. “Reerguer é essencial para que crianças voltem a estudar e a vida cotidiana seja restabelecida”, comenta.

Desafios e Esperanças

A incerteza ainda permeia a região, com muitas áreas inacessíveis e a necessidade de reassentamento de trabalhadores. O impacto psicológico da guerra também é profundo, como destaca Yassin: “Reconstruir não é apenas sobre pedras e cimento, mas sobre restaurar o ser humano.” A esperança de um futuro melhor persiste, mas a realidade da reconstrução é um desafio que exigirá tempo e apoio internacional.

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