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Mísseis Tomahawk: por que a Ucrânia os quer

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discute no The White House envio de Tomahawk à Ucrânia com Volodymyr Zelenskyy, elevando tensões e o envolvimento dos EUA

Tomahawk missiles are 6.1 metres long, with a 2.5-metre wingspan, and weigh about 1,510kg, costing an estimated $1.3m (£1m) each.
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  • A reunião na Casa Branca entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky está marcada para discutir a possível entrega de mísseis Tomahawk, a quarta conversa presencial entre eles desde que Trump reassumiu o cargo em janeiro, com o objetivo de pressionar a Rússia a negociar a paz.
  • Os Tomahawk têm alcance de até 2.500 quilômetros e poderiam permitir ataques a alvos profundos na Rússia, como bases militares e centros de comando, aumentando o poder de ataque da Ucrânia; o Instituto para o Estudo da Guerra estima que centenas de alvos russos estariam ao alcance.
  • O Kremlin expressou preocupação com a escalada e o envolvimento direto dos EUA, com Putin chamando a transferência de Tomahawks de “nova etapa qualitativa de escalada” e o porta-voz Dmitry Peskov alertando sobre envolvimento sem precedentes.
  • Trump tem insinuado a possibilidade de entrega, mas adota posição ambígua após conversa com Putin, sugerindo uso da oferta como pressão sobre a Rússia sem necessariamente ampliar o envolvimento americano.
  • Mesmo com acesso a mísseis ocidentais como Atacms e GMLRS, a Ucrânia não possui infraestrutura completa para lançar Tomahawks, principalmente por serem disparados de navios ou submarinos; há uma variante terrestre, mas com lançadores limitados.

A possibilidade de fornecimento de mísseis Tomahawk à Ucrânia será discutida entre o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em uma reunião na Casa Branca. Este encontro, marcado para sexta-feira, representa a quarta conversa presencial entre os líderes desde que Trump reassumiu o cargo em janeiro. A entrega dos mísseis, que podem aumentar significativamente as capacidades de ataque da Ucrânia, é vista como uma medida para pressionar a Rússia a aceitar negociações de paz.

Os mísseis Tomahawk, utilizados pela primeira vez em 1991, são mísseis de cruzeiro de longo alcance que podem atingir alvos a até 2.500 km de distância. A Ucrânia argumenta que a inclusão desses mísseis em seu arsenal permitiria ataques a alvos profundos na Rússia, como bases militares e centros de comando, atualmente fora de alcance. O Instituto para o Estudo da Guerra estima que centenas de alvos russos estariam ao alcance dos Tomahawks.

Reações da Rússia

O Kremlin já expressou preocupações sobre a escalada que a entrega dos mísseis poderia provocar. O presidente Vladimir Putin afirmou que tal transferência representaria uma “nova etapa qualitativa de escalada”, enquanto o porta-voz Dmitry Peskov advertiu que isso poderia envolver os EUA no conflito de maneira sem precedentes. Além disso, a Rússia teme que a dependência da Ucrânia de apoio americano para operar os mísseis possa alterar o equilíbrio da guerra.

O ex-presidente Trump, por sua vez, tem insinuado que a entrega dos Tomahawks poderia ocorrer, mas sua posição é ambígua, especialmente após uma conversa recente com Putin, onde ele mencionou a necessidade de manter os recursos dos EUA. A questão que permanece é se Trump está utilizando a oferta como uma forma de pressão sobre a Rússia, sem realmente querer aumentar o envolvimento americano no conflito.

Capacidade e Limitações

Embora a Ucrânia tenha atualmente acesso a vários mísseis ocidentais, como os Atacms e GMLRS, os Tomahawks representam um salto significativo em termos de alcance e precisão. Contudo, a Ucrânia não possui a infraestrutura necessária para lançar esses mísseis, que normalmente são disparados de navios ou submarinos. Existe uma variante terrestre, mas a disponibilidade de lançadores é limitada.

Com a iminente reunião entre Trump e Zelensky, o cenário geopolítico continua a se intensificar, enquanto a Ucrânia busca fortalecer sua posição em meio à guerra com a Rússia.

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