- Julian Assange solicita pena de vinte anos e meio de prisão para o ex-militar espanhol David Morales, acusado de espionagem durante a estadia na Embaixada do Equador em Londres entre 2012 e 2019; a denúncia menciona a entrega de gravações de reuniões com advogados à Agência Central de Inteligência (CIA); a investigação, iniciada em 2019, chegou a julgamento após seis anos de apurações.
- Além de Morales, Assange também requer cinco anos de prisão para Michel Wallemacq, responsável pelas operações da UC Global, empresa de segurança contratada para proteger a embaixada.
- Durante o período, a UC Global instalou câmeras e microfones para gravar conversas com advogados, médicos e visitantes; dados foram armazenados em um servidor e houve criação de uma unidade especial para espionagem, com filtros de som para evitar detecção.
- A investigação busca esclarecer se as informações coletadas foram enviadas à CIA; há referência em processo relacionado a Mike Pompeo, ex-diretor da CIA, nos Estados Unidos, sobre a espionagem.
- Além das penas, Assange solicita indenização de 30 mil euros para a Plataforma por Liberdade de Informação; Rafael Correa pediu 13 anos de prisão para Morales, alegando que as filhas dele foram alvo de vigilância na França.
Julian Assange solicitou uma pena de 20 anos e meio de prisão para o ex-militar espanhol David Morales, acusado de espionagem durante sua permanência na Embaixada do Equador em Londres, entre 2012 e 2019. A denúncia inclui a entrega de gravações de reuniões com advogados à CIA. A investigação, que começou em 2019, culminou em um julgamento, após seis anos de apurações.
O advogado de Assange, Aitor Martínez, alega que Morales cometeu crimes como revelação de segredos, organização criminosa e coheto. O juiz Santiago Pedraz, da Audiencia Nacional, considerou haver indícios suficientes para levar o caso a julgamento. Além de Morales, Assange também pede cinco anos de prisão para Michel Wallemacq, responsável pelas operações da UC Global, empresa de segurança contratada para proteger a embaixada.
Espionagem na Embaixada
Durante o período em que Assange ficou na embaixada, a UC Global instalou câmeras e microfones para gravar conversas com advogados, médicos e visitantes. Os dados foram armazenados em um servidor acessível, e a empresa teria criado uma unidade especial para a espionagem. Além disso, filtros de som foram utilizados para evitar que Assange detectasse a gravação.
A investigação judicial também busca esclarecer se as informações coletadas foram realmente enviadas à CIA. Um processo em Nova York contra o ex-diretor da CIA, Mike Pompeo, alegou que a agência não poderia responder a perguntas sobre a espionagem por questões de segurança nacional.
Repercussões e Indenizações
Assange, além das penas solicitadas, requer uma indenização de 30 mil euros para a Plataforma por Liberdade de Informação. O ex-presidente do Equador, Rafael Correa, também se manifestou e pediu 13 anos de prisão para Morales, destacando que suas filhas foram alvo de vigilância enquanto estudavam na França.
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