- Agências de inteligência ocidentais monitoram clubes de luta neo-nazistas, conhecidos como “active clubs”, considerados ameaça à segurança nacional; atuam nos Estados Unidos, Canadá, Europa e utilizam o Telegram para coordenação e propaganda.
- Os grupos promovem violência, defendem legalmente membros e mantêm redes internacionais, com viagens entre Canadá e Estados Unidos para treinamento e networking, conforme documentos governamentais.
- Em agosto, o clube canadense Nationalist-13 divulgou vídeo de encontro nacional com membros se exercitando, mencionando participação de capítulos americanos, incluindo o Patriot Front.
- Relatórios indicam que membros viajam entre países para eventos e fortalecem laços, trocando táticas e informações para ampliar a capacidade de atuação.
- Especialistas destacam que a expansão envolve 27 países e ramificações com juventudes inspiradas na Juventude Hitlerista, evidenciando desafio à segurança pública.
Neo-fascist fight clubs, conhecidos como “active clubs”, estão se tornando uma preocupação crescente para as agências de inteligência ocidentais, que os consideram uma ameaça à segurança nacional. Esses grupos, inspirados por ideais de Adolf Hitler, operam em várias regiões, incluindo Estados Unidos, Canadá e Europa, utilizando o aplicativo Telegram para coordenação e disseminação de sua ideologia extremista.
Recentemente, documentos governamentais revelaram que esses clubes estão se envolvendo em atividades transnacionais, com membros viajando entre o Canadá e os EUA para treinamento e networking. Joshua Fisher-Birch, analista de terrorismo do Counter Extremism Project, destacou que as agências estão atentas à potencial violência que esses grupos podem gerar e às conexões que possuem com outras organizações extremistas.
Coordenação Internacional
Um exemplo dessa coordenação foi observado em agosto, quando o clube canadense Nationalist-13 divulgou um vídeo de um encontro nacional, mostrando membros se exercitando e se preparando para lutas. O vídeo mencionou a participação de capítulos americanos, incluindo o Patriot Front, um grupo ultranacionalista. Relatórios de inteligência canadenses indicam que esses clubes têm promovido a defesa legal de membros envolvidos em atividades violentas, reforçando suas redes internacionais.
Além disso, um relatório classificado revelou que alguns membros têm se deslocado entre os países para participar de eventos e fortalecer laços com grupos semelhantes. Essa movimentação é vista como uma forma de compartilhar informações e táticas, aumentando a capacidade de ação desses clubes.
Ameaça Crescente
Pesquisadores destacam que a ascensão desses grupos está ligada ao aumento das ameaças à segurança pública. Peter Smith, especialista em extremismo, afirmou que a atenção das autoridades é compreensível, dado o potencial de violência e a presença de uma ideologia neo-nazista que busca “retomar” seus países. A interconexão entre os clubes, que inclui a troca de táticas e ideais, está criando um movimento transnacional mais coeso.
A vigilância das agências de inteligência sobre esses grupos reflete a preocupação com a crescente influência e a capacidade de mobilização dos “active clubs”, que se espalharam por 27 países e contam com ramificações que incluem juventudes inspiradas na Juventude Hitlerista. Essa evolução representa um desafio significativo para a segurança pública e a luta contra o extremismo.
Entre na conversa da comunidade