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Brasileira presa no Camboja é vítima de tráfico humano; Itamaraty acompanha

Família faz vaquinha para libertar brasileira presa no Camboja; Itamaraty acompanha o caso e alerta sobre tráfico de pessoas

Daniela Marys, brasileira que está presa no Camboja; família afirma que jovem foi vítima de tráfico humano
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  • Daniela Marys de Oliveira, brasileira de 35 anos, está presa no Camboja e a família abriu vaquinha para custear a libertação e o retorno ao Brasil.
  • A mãe afirma que Daniela foi vítima de tráfico humano e que a multa exigida pela empresa, US$ 4 mil, motivou a cobrança; ela já pagou o equivalente a R$ 27 mil, mas não foi liberada.
  • Daniela teria sido levada sob a promessa de trabalho em telemarketing, descobrindo, ao chegar, que deveria realizar golpes; ela teria sido detida após recusar-se.
  • O Itamaraty, pela Embaixada do Brasil em Bangkok, acompanha o caso, presta assistência consular e já emitiu alertas sobre aliciamento para o Sudeste Asiático.
  • Informações indicam que Daniela embarcou para o Camboja em 30 de janeiro; o treinamento começou em março e houve anúncios nas redes sociais antes da viagem.

Daniela Marys de Oliveira, brasileira de 35 anos, está presa no Camboja após supostamente ter sido atraída por uma vaga de telemarketing que seria oferecida por uma empresa local. A família criou uma vaquinha para custear a libertação, pagamento de multa e retorno ao Brasil. A mãe, Miriam, afirma que Daniela foi vítima de tráfico humano.

Segundo relatos da família, Daniela acreditava ter encontrado uma opportunity em uma empresa séria, mas chegou ao Camboja apenas para descobrir que tratava-se de atividades ilícitas. Ao recusar, ela teria sido demitida e obrigada a pagar uma multa de cerca de US$ 4 mil. A família já desembolsou aproximadamente R$ 27 mil.

Daniela estaria mantendo contato com a família por meio de celular de uma agente da penitenciária, em troca de dinheiro. A interlocutora da reportagem descreveu as dificuldades vividas no presídio, incluindo más condições. Familiares acreditam que houve um planejamento anterior à prisão.

O caso ganhou atenção após menções públicas de Daniela em redes sociais antes do embarque, em anúncios que a apresentavam como intermediária entre a empresa cambojana e candidatos brasileiros. A própria Daniela respondeu a comentários com tom irônico em um episódio apontado como alerta de possível tráfico.

Para esclarecer a situação, o Estadão buscou as famílias, mas não obteve retorno até a publicação. O Itamaraty informou que, por meio da Embaixada do Brasil em Bangkok, já monitora o caso e realiza gestões junto ao governo cambojano, além de oferecer assistência consular cabível. O órgão também destacou alertas sobre aliciamento de brasileiros para o Sudeste Asiático.

Quem é Daniela Marys, segundo seus perfis profissionais, envolve formação em Arquitetura e Urbanismo pela UFMG e atuação anterior em empresas do setor. Em redes sociais, ela descreve-se como mentora de empresários, estrategista de negócios e, mais recentemente, como profissional ligada a atividades de risco. A família criou o perfil @ajudadanimarys para divulgar informações.

O Itamaraty reforça que a atuação consular segue padrões de proteção às vítimas de tráfico internacional de pessoas, com base em instrumentos legais nacionais e internacionais. O ministério ressalta que não divulga dados pessoais de cidadãos em atendimento consular, em respeito à privacidade.

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