- Raila Odinga, figura de destaque da política do Quênia, morreu aos 80 anos na Índia, possivelmente vítima de parada cardíaca durante uma caminhada em Kochi; anúncio feito pelo presidente William Ruto, que declarou luto nacional e funeral de estado.
- O ex-primeiro-ministro concorreu cinco vezes à presidência e teve papel central na transição do Quênia para a democracia multipartidária (1991) e na promulgação da nova constituição (2010).
- Em discurso, o presidente Ruto o descreveu como “líder de uma geração” e destacou sua luta pela justiça, pela paz e pela unidade, afirmando que perdemos um patriota de coragem incomum.
- A morte provocou tributos de líderes regionais e figuras políticas, incluindo o ex-presidente Uhuru Kenyatta, que chamou Odinga de “pai da nação”, e o ex-presidente da Suprema Corte David Maraga, que ressaltou sua importância para a democracia.
- Também reagiram líderes internacionais, como o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, que o descreveu como um “estatalista de destaque”, e sua morte é lembrada como perda para o Quênia e o continente africano.
Raila Odinga, figura de destaque na política do Quênia, faleceu aos 80 anos na Índia, possivelmente devido a uma parada cardíaca durante uma caminhada em Kochi. O anúncio foi feito pelo presidente do Quênia, William Ruto, que declarou luto nacional e um funeral de estado em homenagem ao ex-primeiro-ministro.
Odinga teve uma carreira política marcada por cinco candidaturas à presidência e um papel fundamental na transição do país para a democracia multipartidária em 1991, além da promulgação de uma nova constituição em 2010. Em seu discurso, Ruto o descreveu como “um líder de uma geração”, ressaltando sua luta pela justiça e pela democracia no Quênia. O presidente também destacou que perdemos um patriota de coragem incomum, um defensor da paz e da unidade.
A trajetória de Odinga inclui a sua atuação como primeiro-ministro em 2008, após a crise eleitoral de 2007 que resultou em violência e mais de 1.300 mortes. Ele foi um político que, mesmo enfrentando detenções e perseguições, nunca desistiu de sua luta por um Quênia melhor. Suas ações contribuíram significativamente para a democratização do país, e sua popularidade era evidente nas multidões que o apoiavam, que o chamavam de Baba, ou “pai”.
Reações e Legado
A morte de Odinga gerou uma onda de tributos de líderes regionais e figuras políticas. O ex-presidente Uhuru Kenyatta lamentou a perda, chamando-o de “pai da nação” e um defensor incansável do povo. O ex-presidente da Suprema Corte, David Maraga, expressou choque e tristeza, ressaltando a importância de Odinga na construção da democracia no Quênia e na África.
Líderes internacionais também se manifestaram, incluindo o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, que o descreveu como um “estatalista de destaque”. A morte de Odinga é vista como uma tragédia não apenas para o Quênia, mas para todo o continente africano, onde sua voz por paz e desenvolvimento sempre foi ouvida.
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