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Rodrigo Paz Pereira vence segundo turno na Bolívia e aposta na direita

Rodrigo Paz Pereira, centro-direita, vence o runoff na Bolívia com 54,5% e assume em 8 de novembro; MAS perde força no Congresso, restando dois deputados e sem senadores

Foto: Reprodução
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  • Rodrigo Paz Pereira, senador de centro-direita, vence o runoff com 54,5% dos votos e se torna o primeiro presidente sem vínculos com o MAS desde 2005; Jorge “Tuto” Quiroga recebe 45,5%.
  • Com 97% dos votos apurados, o Tribunal Eleitoral informou que os resultados são preliminares e podem mudar; apuração final deve sair em até sete dias.
  • O MAS perde força no Congresso, passando de dois terços para apenas dois deputados e nenhum senador; o presidente Luis Arce não candidato indicou o ministro do Interior, Eduardo del Castillo, que teve 3% na primeira rodada.
  • Paz Pereira tomará posse em 8 de novembro; candidato outsider, liderou campanha pelo Partido Democrata Cristão e percorreu cerca de 220 dos 327 municípios, conquistando palcos antes favoráveis ao MAS.
  • A eleição também envolve questões legais envolvendo Morales, com mandado de prisão; Paz afirmou que a lei deve ser aplicada a Morales como a qualquer cidadão, buscando restabelecer a ordem no país.

Centro-direita marca nova fase política na Bolívia com vitória de Rodrigo Paz Pereira nas eleições presidenciais. O senador, que obteve 54,5% dos votos no runoff realizado no último domingo, se torna o primeiro presidente sem vínculos com o Movimento ao Socialismo (MAS) desde 2005. A derrota do ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga, que recebeu 45,5% dos votos, sinaliza uma mudança significativa no cenário político do país.

Com a contagem de 97% dos votos, o Tribunal Eleitoral destacou que os resultados são preliminares e podem ser alterados. A apuração final deve ser divulgada em até sete dias. Paz Pereira, que já ocupou cargos como vereador e prefeito, se apresentou como um candidato outsider e surpreendeu ao vencer a primeira rodada, onde começou com baixa popularidade.

Colapso do MAS

A eleição também evidencia a queda do MAS, que dominou a política boliviana por quase duas décadas. O partido, que antes controlava dois terços do Congresso, agora terá apenas dois congressistas e nenhum senador. A crise econômica severa, caracterizada por alta inflação e escassez de dólares e combustíveis, contribuiu para essa derrocada.

O atual presidente, Luis Arce, optou por não se candidatar e indicou seu ministro do Interior, Eduardo del Castillo, que obteve apenas 3% dos votos na primeira rodada, o mínimo necessário para manter o registro do partido. A rivalidade interna entre Arce e Evo Morales, ex-presidente e líder do MAS, também influenciou a perda de apoio.

Desafios Futuros

Rodrigo Paz Pereira, que tomará posse em 8 de novembro, enfrentará o desafio de governar sem uma maioria no Congresso, mesmo com seu partido, o Partido Democrata Cristão (PDC), tendo conquistado o maior número de cadeiras. Ele visitou cerca de 220 dos 327 municípios do país durante a campanha, conquistando apoio em regiões que antes eram bastiões do MAS.

Além dos desafios econômicos, Paz Pereira terá que lidar com questões legais envolvendo Morales, que enfrenta um mandado de prisão. Durante a campanha, ele afirmou que a lei deve ser aplicada a Morales como a qualquer outro cidadão, destacando a intenção de restabelecer a ordem legal no país.

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