- O Louvre, em Paris, foi alvo de um assalto na manhã de domingo, 20 de outubro de 2025, com o roubo de oito peças de joalheria napoleônica; criminosos usaram uma escada amovível para alcançar uma janela do primeiro andar, que foi alargada com cortador.
- Os itens incluem um colar com oito safiras e 631 diamantes, além de uma tiara da Imperatriz Eugénie, com quase dois mil diamantes; o valor total das joias é incalculável e as peças são identificáveis, dificultando a venda no mercado licito.
- Especialistas apontam que o crime acompanha uma tendência de furtos pelo valor material, não pelo significado histórico, com padrões observados nos últimos anos em países como Alemanha e Reino Unido. Christopher A. Marinello afirmou que “um Cartier é melhor protegido que um museu”.
- A segurança do Louvre passa por críticas após um relatório de auditoria estatal que deve ser divulgado em breve, apontando falhas na atualização de equipamentos; Erin Thompson afirmou que edifícios históricos são mais difíceis de proteger.
- Os ladrões agiram entre 9h30 e 9h40, aproveitando a troca de turnos; Peter Stürmann, da empresa de segurança VZM, disse que “os sistemas de segurança devem ser como uma fortaleza”, defendendo camadas adicionais de proteção para evitar incidentes.
Um assalto audacioso ocorreu no Louvre, em Paris, na manhã de domingo, 20 de outubro de 2025, quando criminosos roubaram oito peças de joalheria napoleônica. Os ladrões utilizaram uma escada amovível para alcançar uma janela do primeiro andar, que foi alargada com um cortador. O ataque levanta preocupações sobre a segurança em museus, especialmente após uma série de furtos semelhantes em todo o mundo.
Especialistas em crimes de arte afirmam que o roubo reflete uma tendência crescente de furtos focados no valor material, em vez do significado histórico das obras. O crime se alinha a um padrão observado nos últimos anos em diversos países, como Alemanha e Reino Unido. Christopher A. Marinello, especialista em recuperação de obras de arte, comentou que “um Cartier é melhor protegido que um museu”, indicando a vulnerabilidade das instituições culturais.
Os itens roubados incluem um colar com oito safiras e 631 diamantes, além de uma tiara da Imperatriz Eugénie, com quase 2.000 diamantes. O valor total das joias é incalculável, e a natureza identificável das peças torna difícil sua venda no mercado licito. Lynda Albertson, da Associação para Pesquisa de Crimes contra a Arte, destacou que “não há como vender algo tão reconhecível”.
Questões de Segurança
O assalto já gerou críticas à segurança do Louvre, com um relatório de auditoria estatal que deve ser divulgado em breve, apontando falhas significativas na atualização de equipamentos. Erin Thompson, professora de crimes de arte, afirmou que “edifícios históricos são mais difíceis de proteger”, devido à sua construção e ao fluxo constante de visitantes.
Os ladrões escolheram um momento estratégico, entre 9h30 e 9h40, quando a troca de turnos dos guardas ocorre e o museu ainda não está cheio. Peter Stürmann, da empresa de segurança VZM, ressaltou que “os sistemas de segurança devem ser como uma fortaleza”, sugerindo que camadas adicionais de proteção são necessárias para evitar tais incidentes.
O roubo no Louvre destaca a crescente vulnerabilidade de museus, que precisam equilibrar a acessibilidade ao público com a proteção de suas coleções. A discussão sobre segurança em instituições culturais é mais urgente do que nunca, especialmente em um contexto de cortes orçamentários e crescente criminalidade.
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