- O Louvre, museu mais visitado do mundo, sofreu um roubo audacioso no último domingo, 19 de outubro, com dois ladrões em elevador de carga.
- Em sete minutos, eles acessaram o balcão no primeiro andar, cortaram vitrines na Galeria Apollo e levaram joias, incluindo broche da imperatriz Eugénie e diadema com cerca de 2.000 diamantes e cinco safiras; fuga em scooters.
- Ferramentas deixadas para trás e jerricans de gasolina foram encontrados pela polícia; houve tentativa de incêndio, e um funcionário do museu impediu a tragédia.
- A investigação ficará a cargo da brigada anti-gangue da polícia; o ministro do Interior afirmou que os ladrões eram profissionais experientes.
- Críticas à segurança aumentam: Macron chamou o roubo de ataque ao patrimônio; a ministra da Cultura, Rachida Dati, disse que a proteção cabe às instituições; relatório não publicado aponta atrasos na manutenção e que apenas um terço das salas tem câmeras; o último roubo relevante no museu ocorreu em 1998.
O Louvre, o museu mais visitado do mundo, foi alvo de um audacioso roubo em plena luz do dia no último domingo, dia 19 de outubro. Dois ladrões, utilizando um elevador de carga, acessaram um balcão no primeiro andar e, com ferramentas de corte, furtaram itens valiosos, incluindo joias e tiaras, em apenas sete minutos. A fuga foi realizada em scooters, enquanto a segurança do local enfrentava críticas devido a atrasos em atualizações.
A ação criminosa ocorreu por volta das 9h30, quando visitantes já estavam nas galerias. Os ladrões, armados com cortadores, ameaçaram funcionários e quebraram vitrines na Galeria Apollo, levando uma coleção de arte decorativa do século XIX. O Ministério da Cultura francês confirmou que entre os itens roubados estavam uma broche de Empress Eugénie, adornada com 2.438 diamantes, e uma diadema com quase 2.000 diamantes e cinco safiras.
Após o roubo, a polícia encontrou ferramentas deixadas para trás, além de jerricans de gasolina que os criminosos tentaram usar para iniciar um incêndio. Um funcionário do museu evitou uma tragédia ao impedir o fogo. O ministro do Interior, Laurent Nunez, afirmou que os ladrões foram “profissionais experientes” e que a investigação será liderada pela brigada anti-gangue da polícia.
Críticas à Segurança
A situação gerou uma onda de críticas de políticos e sindicatos. O presidente Emmanuel Macron descreveu o roubo como um ataque ao patrimônio histórico. A ministra da Cultura, Rachida Dati, ressaltou que a segurança dos museus é responsabilidade de cada instituição. Um relatório não publicado aponta “atrasos consideráveis e persistentes” na manutenção das instalações de segurança do Louvre, com apenas um terço das salas equipadas com câmeras.
Funcionários do museu já haviam alertado sobre falhas de segurança, e um sindicato pediu uma auditoria independente. Dati comentou que as prioridades do Louvre têm sido desviadas para eventos e exposições, em detrimento da proteção das coleções. A última vez que o Louvre foi roubado foi em 1998, quando uma pintura foi retirada de sua moldura e nunca recuperada.
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