- Kosovo está disposto a aceitar requerentes de asilo britânicos cujos pedidos foram negados; o primeiro-ministro Albin Kurti confirmou discussões com o Reino Unido sobre a criação de hubs de retorno em terceiros países, tema que será debatido em cúpula de líderes dos Bálcãs Ocidentais em Londres.
- Kurti afirmou que a medida é dever político e amistoso de Kosovo em relação ao Reino Unido, com capacidade limitada e comunicação regular para que haja benefício mútuo.
- O líder trabalhista britânico, Keir Starmer, destacou cooperação com os países balcânicos e disse que a região já reduziu quase cinquenta por cento as travessias irregulares, em tom de mobilização para a migração.
- Reações foram negativas na Albânia, onde Edi Rama classificou a situação do Reino Unido como sombria; a Bósnia e Montenegro adotaram posições cautelosas, com a Bósnia negando aceitar imigrantes e Montenegro condicionando a aceitação a investimentos significativos do Reino Unido.
- Os hubs de retorno, anunciados pelo governo britânico em maio, enfrentam críticas de organizações de refugiados; Enver Solomon, do Refugee Council, disse que a proposta pode gerar medo entre imigrantes e defende estratégias baseadas em evidências, humanas e não punitivas.
Kosovo anunciou que está disposto a aceitar requerentes de asilo britânicos cujos pedidos foram negados. O primeiro-ministro Albin Kurti confirmou que o país está em discussões com o Reino Unido sobre a criação de “hubs de retorno” em terceiros países, uma iniciativa que visa enviar imigrantes rejeitados para centros de detenção fora do Reino Unido.
Kurti destacou que essa medida é um dever político e amistoso de Kosovo em relação ao Reino Unido, que tem apoiado o país em momentos críticos. “Queremos ajudar o Reino Unido. Temos capacidade limitada, mas estamos em comunicação regular sobre como fazer isso de forma benéfica para ambos”, afirmou o primeiro-ministro. O tema será debatido em uma cúpula de líderes dos Bálcãs Ocidentais em Londres.
Críticas e Reações
A proposta de “hubs de retorno” gerou reações negativas entre outros líderes balcânicos. O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, criticou a ideia, afirmando que o Reino Unido está em uma “situação muito sombria”. Segundo ele, a aceitação de imigrantes rejeitados seria inconcebível antes do Brexit. Por outro lado, a Bósnia e Montenegro manifestaram posições cautelosas, com a Bósnia se negando a aceitar imigrantes e Montenegro condicionando sua aceitação a investimentos significativos do Reino Unido.
O líder do Partido Trabalhista britânico, Keir Starmer, comentou sobre a cúpula, enfatizando a importância de unir a região em uma força-tarefa de migração para combater a imigração ilegal. Starmer mencionou que a colaboração com os países balcânicos já resultou em uma redução de quase 50% nas travessias irregulares de fronteira na região.
Controvérsias em Torno dos “Hubs de Retorno”
Os “hubs de retorno” foram anunciados pelo governo britânico em maio e têm sido alvo de críticas de organizações de refugiados. Enver Solomon, executivo do Refugee Council, alertou que essa abordagem pode gerar medo e pânico entre os imigrantes, resultando em baixa conformidade. Ele defendeu que os sistemas de retorno devem ser baseados em evidências e serem ordenados e humanos, em vez de punitivos.
Entre na conversa da comunidade