- China superou os Estados Unidos e passou a ser o principal parceiro comercial da Alemanha nos primeiros oito meses de 2025, com comércio total de 163,4 bilhões de euros; os EUA registraram 162,8 bilhões de euros, conforme o escritório de estatísticas alemão.
- Exportações alemãs para os Estados Unidos caíram 7,4%, somando 99,6 bilhões de euros; exportações para a China chegaram a 54,7 bilhões de euros, recuo de 13,5% frente ao ano anterior.
- Importações da Alemanha da China cresceram 8,3%, totalizando 108,8 bilhões de euros, o que acende preocupações sobre dumping e maior dependência de Pequim.
- Economistas destacam risco para setores industriais críticos; Carsten Brzeski, do ING Bank, afirma que a demanda americana por carros e máquinas está em queda e tarifas dificultam a recuperação.
- Dirk Jandura, presidente da Associação de Comércio Exterior (BGA), aponta que a política tarifária dos Estados Unidos contribui para a queda das exportações; o cenário ainda envolve euro mais forte e incerteza sobre tarifas.
A China superou os Estados Unidos e se tornou o principal parceiro comercial da Alemanha nos primeiros oito meses de 2025, com um comércio total de 163,4 bilhões de euros. Em comparação, as transações com os EUA totalizaram 162,8 bilhões de euros, conforme dados do escritório de estatísticas alemão. Essa mudança ocorre após os EUA terem sido o maior parceiro em 2024, encerrando uma sequência de oito anos em que a China ocupou essa posição.
A queda nas exportações alemãs para os EUA, que recuaram 7,4% no período, é atribuída em parte às tarifas mais altas impostas pelo governo americano, especialmente sob a administração de Donald Trump. As exportações para os EUA somaram 99,6 bilhões de euros, enquanto as vendas para a China caíram ainda mais, totalizando 54,7 bilhões de euros, uma diminuição de 13,5% em relação ao ano anterior.
Aumento das Importações da China
Em contraste, as importações da China aumentaram 8,3%, alcançando 108,8 bilhões de euros. Economistas expressam preocupação com esse crescimento, mencionando que as importações podem estar sendo feitas a preços de dumping. Carsten Brzeski, do ING, observa que essa situação não só aumenta a dependência da Alemanha em relação à China, mas também pode gerar estresse em setores industriais críticos.
Dirk Jandura, presidente da associação de comércio exterior BGA, aponta que a demanda americana por produtos tradicionais alemães, como carros e máquinas, está em declínio. Ele destaca que a política tarifária dos EUA é um fator significativo para essa queda nas vendas. A combinação de um euro mais forte e a ameaça contínua de tarifas torna incerta a recuperação das exportações alemãs para os Estados Unidos.
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