- Um informe da ONU Mulheres mostra que as mortes de mulheres e crianças em conflitos quase quadrulicaram nos últimos dois anos, com 21.480 mulheres e 16.690 crianças mortas entre 2023 e 2024, principalmente em Gaza, e maior exclusão de mulheres nas negociações de paz.
- A crise humanitária é alarmante: desde o início da ofensiva israelense em outubro de 2023, mais de 67.000 civis morreram em Gaza, dos quais 33.000 são mulheres e crianças, e 16.000 mulheres se tornaram viúvas nesse período.
- A violência sexual em contextos bélicos aumentou em 87%.
- Em 2023, 58% das mortes maternas ocorreram em 29 países em guerra; o gasto militar mundial atingiu 2,7 trilhões de dollars em 2024, enquanto menos de 0,4% da ajuda humanitária foi destinada a organizações que atendem mulheres.
- Nove em cada dez negociações em 2024 ocorreram sem participação feminina; 676 milhões de mulheres vivem a menos de 50 quilômetros de um conflito, com conflitos em Gaza, Yemen, Haiti, Sahel e Myanmar considerados invisíveis porém devastadores.
Relatório da ONU Mulheres revela que as mortes de mulheres e crianças em conflitos aumentaram quase quatro vezes nos últimos dois anos. Entre 2023 e 2024, 21.480 mulheres e 16.690 crianças foram mortas, com a maioria das vítimas concentradas em Gaza. O documento destaca a crescente exclusão das mulheres em negociações de paz e nas prioridades de ajuda humanitária.
A crise humanitária é alarmante. Desde o início da ofensiva israelense em outubro de 2023, mais de 67.000 civis morreram em Gaza, dos quais 33.000 são mulheres e crianças. O especialista da ONU Mulheres, Pablo Castillo, enfatiza que 16.000 mulheres se tornaram viúvas nesse período. O relatório ainda aponta que a violência sexual em contextos bélicos aumentou em 87%.
Aumento da Violência
O informe também destaca que, em 2023, 58% das mortes maternas ocorreram em 29 países em guerra. Essa situação é exacerbada pela falta de recursos e prioridades orçamentárias. O gasto militar mundial alcançou 2,7 trilhões de dólares em 2024, enquanto menos de 0,4% da ajuda humanitária foi destinada a organizações que atendem mulheres.
As mulheres continuam a ser excluídas dos processos de paz, com nove em cada dez negociações em 2024 sem a participação feminina. Castillo alerta que a crise de liquidez no sistema humanitário tem um impacto direto sobre as mulheres, que enfrentam não apenas a violência, mas também a fome e a falta de acesso à educação.
Conflitos Invisíveis
Além de Gaza, conflitos em Yemen, Haiti, Sahel e Myanmar permanecem invisíveis, mas igualmente devastadores. O relatório revela que 676 milhões de mulheres vivem a menos de 50 quilômetros de um conflito mortal, o maior número desde a década de 1990. A situação das mulheres em conflitos é uma das maiores crises humanitárias do século, e a comunidade internacional enfrenta um desafio urgente para reverter essa tendência alarmante.
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